domingo, 2 de agosto de 2026

Do mês de agosto

 

 Sobre a terra seca do mês de agosto,

o vento espalha folhas caídas pelo chão,

como fossem do solo farinha de fazer pão

pra refazer a vida, num ciclo recomposto,

 

de nascimentos e quedas, de securas

e chuvas que no tempo certo virão,

como se fossem alternada respiração

 do corpo exposto desse solo que se cura...

 

Assim, pra quem sabe ver, existe beleza,

mesmo em uma paisagem bem áspera,

porque é um lindo ser vivo esta terra,

 

que nos encanta com momentos de leveza,

e nos assusta com força que mata e enterra,

onde o eterno há, em toda pequenez e grandeza...  

sábado, 1 de agosto de 2026

Da Lua cheia


 

Pode até não parecer, mas um gesto

pequeno, como pegar na sua mão,

num momento delicado, num senão,

fez nossa história ser maior que o resto...

 

As vezes o infinito se mostra no miúdo,

no ínfimo, no que costuma ser desprezado,

e que tantas vezes nós deixamos de lado,

mas que, no momento certo, conserta tudo...



 

Assim foi o começo do amor que vivo:

Um "pegar na mão, num momento leve,

e não planejado, autêntico e breve

 

em que minha mão se encontrou contigo,

e me encontrou no que, por dentro, me inscreve:

Lua cheia do nosso amor onde me abrigo!