O coração pulsa e transita trôpego
entre batidas, feridas, laços e mágoas,
nadando o quanto pode em turvas águas,
correndo o que dá no intenso tráfego...
Assim a gente segue, e (quem sabe?) aprende,
a conviver nos tempos desta alta tensão,
em que cresce o fascismo dentro do coração
de incautos seres, que pensam que se defendem...
Vamos, vou, assim me equilibrando,
como uma bola no nariz da Foca,
como um velho palhaço que toca,
Zabumba, Viola, Pandeiro, Ganzá e Triângulo,
tudo junto, num fuzuê que desemboca
na alegria por si, de seguir tocando...

