Pra viver o que sempre sonhei certeiro,
(como o Colibri que só sabe voar ligeiro,
ou a Garça, um peixe em cada abaixada),
eu pude me encontrar comigo, certamente,
apenas seguindo o que sempre fui, e sou,
vago latente, preciso errante, que voou
e rastejou em muitos céus mais perto e distantes...
E agora, com os pés firmes nestas ondas,
vou chegar ao céu, no meu próprio quintal!
Porque o que é mais definitivo, afinal,
são os rumos, escritos com esquadrias redondas,
marcados pelo desejo de que não seja o mal
que prevaleça, quer ele apareça, ou se esconda...


