Na sombra da vela, no frescor do vento,
percebi rumos e ritmos que tem a lida,
caminhos da melodia que nos toca a vida,
ávida desta fome que nos vem de dentro...
Então, nem pensei em seguir, porque já era!
Seguir nem é uma opção... É antes uma sina.
Todos adiante e atrás, seguindo a mesma fila,
correndo pra longe e perto, da mesma quimera...
Daí, a Viola me pegou no colo, como quem consola,
e me cantou coisas pra gente dormir, mas acordar,
contou histórias encantadas, e de fazer chorar...
E eu sigo cantando porque a canção me controla,
e me impele nos ímpetos mais sãos e desajuizados,
neste caminho nem por mim escolhido, nem rejeitado!






