O estrondo no tempo, rondante,
redondo, rompendo-se no vento
um rocambole desarabesco, sendo,
nos rompe e liga, neste, e em todo instante...
Hoje vivemos a vida aberta,
carta certeira, de uma carteira morta,
som, onde o mar ronca e liberta,
e a mais reta via, é a mais torta!
Nestes dias de glória e cantoria,
faremo-nos ser o que somos:
cantantes da dor e da alegria!
Que de tudo, e em tudo nos compomos,
feitos de versos anarquistas todo dia,
e a bizarria (de querermos) ser melhores todo dia...





