Sobre a terra seca do mês de agosto,
o vento espalha folhas caídas pelo chão,
como fossem do solo farinha de fazer pão
pra refazer a vida, num ciclo recomposto,
de nascimentos e quedas, de securas
e chuvas que no tempo certo virão,
como se fossem alternada respiração
do corpo exposto desse solo que se cura...
Assim, pra quem sabe ver, existe beleza,
mesmo em uma paisagem bem áspera,
porque é um lindo ser vivo esta terra,
que nos encanta com momentos de leveza,
e nos assusta com força que mata e enterra,
onde o eterno há, em toda pequenez e grandeza...



