como fossem irmãs do movimento dos astros,
dos Ursos saindo da hibernação nos claustros,
das águas fazendo cachoeiras caindo dos beirais...
Nossa percepção limitada sobre a existência
pra nós parece ser a mais perfeita e acurada,
investida de um verniz de petulância descarada,
ao se achar definitiva, e onisciente ciência...
Mas o fato é que nosso conhecimento é fábula,
que dá nome ao que sentimos, e mal vemos,
apalpamos, cheiramos e as vezes comemos...
E o absolutizamos por ser uma espécie de fórmula,
por nós usada pra afastar o medo do desconhecido,
e assustar o etéreo com alto e confiante bramido!






