O tempo se passa solto, sem rédeas,
como, morro abaixo, um trem no trilho,
sem freios, como bala depois do gatilho,
seguindo o rumo, feito correnteza na cheia…
O tempo não tem mesmo leveza ou perdão!
Vai seguindo como se nada mais houvesse,
um eixo onde não se anda, apenas aparece,
e nos leva pra incerteza segura da solidão…
A imagem que nos assombra é a de um rio!
Onde devemos seguir, sem direito ao remo,
sem leme, poita, o “sem direito” extremo,
apenas deixar-nos levar, e tentar manter o brio...
Porque somos jogados num jogo gigante e pequeno,
onde a vida (deverá) sucumbir no vazio...




