sigo os passos dos que antes estiveram,
e a maior parte de suas vidas doaram,
ao sonho de clarear este mundo cinzento.
Acreditar que podemos viver sem angústias,
sem o peso de gente com fome e frio ao lado:
Que a riqueza da vida é o dom compartilhado,
e a fartura chegará a todos, por todas as vias...
Então, me levanto hoje, (e nem sempre consigo),
projetando a labuta, seguindo o meu plano maior,
que é compartilhar a esperança, o pão, o calor,
da plenitude não dada como aquele gesto antigo,
da caridade que superioriza ao ser que doa,
mas o da mãe ave, feliz porque o filhote voa...






