O eco do labor ecoa em cada vida
onde se cultivam alimentos e relações.
E isto é como uma vela que come o vento,
num barco que vê mais longe nas elevações
das ondas de onde o Peixe vindo
(e que pra além das dores de sua ferida)
se transformará no que somos, pelo "o comendo"...
Assim, nesta labuta/ofício de cortar e levar,
palavras, folhas, pro cultivo da alma
do fungo que será a comida de nos sustentar,
dentro do ninho fundo onde habita nossa calma,
vamos recriando o existir, cotidiano,
leve, incauto, impossível, impassível, e mundano...
Formigas que somos neste Mundo/Formigueiro,
criaremos o novo, que aos pedaços, nos fará inteiros..






