A soma de tudo, verte, voa e se volta
pra o que se vive nesta data que corre,
que lambuza os dedos e deles escorre,
neste nosso viver de altos e reviravoltas...
E no meio destes sobressaltos, nos seguramos,
nos assentos da própria vida, entre solavancos,
seguros pelos cintos, cobertos pelos mantos,
enquanto o fôlego oscila neste carro que vamos.
E assim seguimos, pela nossa crença no porvir!
Nos assusta a incerteza, nos segura a confiança
que tem a solidez da velhice, a alegria de criança...
Que não sucumbe, nem sucumbirá ao bramir
das espadas dos incautos, que temem a tudo!
Se nosso medo é incerto, nosso cantar é agudo!!






