domingo, 12 de julho de 2026

Deste mundo que criamos

 


 O planeta criou a humanidade,

entre árvores e montanhas, rios e vales...

E em cada planta e flor que colora e exale,

se fez o que o nosso caminhar invade,

 

e ocupa, buscando o lugar mais fecundo...

E assim, como fomos criados pela terra,

em nós se criou a tristeza, a beleza e a guerra,

a fartura e a fome, o amor e o ódio, e criamos o mundo...

 

Mundo que não é mais só o lugar onde vivemos!

É tudo mais que temos feito dele, nossas relações.

Assim além de uma bela vista, que vemos,

 

estão nossos desejos, malfeitos, possessões,

 pois não somos mais o animal que conhecemos,

mas deuses imperfeitos, vítimas de nossas criações...

sábado, 11 de julho de 2026

Do que fazemos hoje, e do que (disto) virá

 Num campo de encontros e batalhas,

vivemos instantes, sustos e partilhas

ladramos junto às nossas matilhas,

e nos perdemos em meio às nossas falhas...

 

E tudo que sobrar lançar-se-á ao ar,

e virará poeira entre sedimentos,

pedaços soltos de algum avulso pensar,

como as folhas que dançarão no vento!

 

Assim se poderá descrever este momento 

que vivemos sem saber se amanhã,

haverá vida, terra, risada e assento,

 

pois nossa atitude é a principal tecelã

que expõe fora o que nos está por dentro,

e do (nosso) futuro é a única guardiã... 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Hino de louvor aos mártires

 File:Ayatollah Sayyed Ali Khamenei In the twenty-eighth anniversary of the  demise of Imam Khomeini 02.jpg - Wikimedia Commons

A luta pela sobrevivência da humanidade

disporá de armas sensíveis, delicadas,

como a Poesia, a Música, a verdade falada,

além das pedras, as balas, a corajosa vontade,

 

que move combatentes com fome e frio

a avançar sobre os covardes armados,

que assassinam crianças e desavisados,

e enchem de sangue mártir os mares e rios!

 

A luta já não é mais pelas nações...

Antes, pelo direito universal à vida,

que segue atacado e cheio de feridas

 

e faz que sejam de combate todas as canções

em honra aos que enfrentam a perfídia

da morte que se alimenta de medo e cifrões...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

De onde saímos

           A jornada de sermos humanos

começa no olharmos pra fora,

 pra tudo de que nos cercamos

rios, pedras, vento, fauna, flora...

 

E então fazê-los de novo por dentro

pra depois tirá-los novamente

e pintá-los, cantá-los, tocá-los no vento

ou nas paredes onde as vejam toda gente...

 

Penso, e isto é uma abstração,

que sejamos humanos porque abstraímos

e recriamos tudo que somos em nossa criação,

 

e as figuras, sons e palavras que de nós extraímos,

não são mais os objetos, mas sua representação

a nos fazer o que somos, pra onde vamos, de onde saímos... 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

De seguir

          

 

 

 

   Todo dia uma verdade desconhecida

traz o que nem se percebia até então, 

e soa forte em canto de revelação

como a música tema desta nossa vida: 

  

   "Somos só nós nesta nossa construção"!!

 E onde parecia haver parceria, amizade,

se esconde a desmotivação da instabilidade,

e seguir adiante é o caminho de nossa ascensão...

 

Porque esta nossa jornada tem rumo,

tem sentimento, força, raiz e razão,

 e nossa música tem nos mostrado o prumo

 

e esticado as cordas pra garantir nossa afinação,

(que sermos afinados se faz nosso resumo),

como também é o sucesso nossa destinação... 

terça-feira, 7 de julho de 2026

De onde é meu lar

 

                                             Na manhã inesperada,

          e bendita,

salto da tristeza desesperada

à alegria infinita!

 

Canto, como um pássaro assustado,

me deito, como um cavalo cansado...

Não sei, ou cogito, só adivinho,

entre fomes, sedes, dores e vinhos...

 

Então um Poema pobre

               nasce do nada,

ou do ar que nos cobre,

ou da poeira da estrada...

 

E por isso mesmo, vou caminhar!

Que o vento traz pó, chuva e perfume,

e, nesta vida, em mim, tudo se resume

em entender que o caminho é meu lar!! 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

De nascermos como "Povo"

 Mais rápido ir, que voltar,

se a gente é esperto, e não se apega,

muito ligeiro salta, e chega,

enquanto quem volta nunca vai chegar...

 

 O Cometa, segue voando entorno,

e  se entorna na rota de existir

como nos parece que a pluma, está a subir,

ou que o Universo se expande sem retorno...

 

Assim o vento sopra (a gente) pro novo

como a Gazela que salta da visão

e da fome atenta e reta do Leão...

 

Vamos fazendo de tela a casca desse ovo,

alimentando com o nosso corpo/lenha este fogão,

porque, no inaudito, nasceremos como "Povo"!!