Olho pra esta realidade que se renova todo dia,
onde algumas vezes o horizonte parece turvo,
do lugar em que observo, da luz de que me sirvo,
sabendo que o caminho é feito de dor e alegria...
Assim, continuo com os passos que firmo e troco!
Feito um monjolo que da água usa a energia,
mas que mantém seca a farinha que mói e cria,
vou gerando minhas artesanias, que sento e choco!
Pois que a criação lembra o movimento das galinhas!
Elas criam seus ninhos, botam, e o aquecem no frio,
e veem seus filhos saírem andando com altivez e brio!
Desse jeito, com as palavras que vem desta cozinha,
e os sons e sentidos nascidos na horta do pensamento,
preparo os pratos/poemas que me servem de alimento.






