Quando o sono emular o existir
e fizer a lida da perfeição criativa,
e criar no sonho a memória gerativa,
que parirá força e confiança no porvir,
seremos o tempo novo, a revolução,
que versada em cantos nos re-criará,
humanos de uma espécie ainda não há,
mas que haverá, de partilha e comunhão.
O que está por vir não cabe no pensamento!
A lógica fria não entende a fartura,
antes, cria morticínios pra qualquer ternura,
e justifica nossa existência como tormento!
Nos sonhos, nos libertaremos na candura,
e seremos da novidade, da paz, definitivo argumento!


