O imenso, o novo, as vezes espera
atrás da curva, da árvore, do muro,
surge de surpresa no momento escuro,
e inunda de luz, quando menos se espera...
Ainda que a "não espera" seja relativa:
a cabeça que pensa não tem dados,
mas o corpo que sente já está ligado,
e sabe, e vibra, numa emoção viva...
O mundo, os fenômenos são maiores
que os nossos sensores para sabê-los,
e o que não vemos sabem nossos cabelos,
quando se arrepiam como fossem sensores,
ou os olhos veem um texto, sem poder lê-lo,
quando o existir se dá entre o amor, e os temores...

Nenhum comentário:
Postar um comentário