Numa noite fria, em Argel
os ventos cantavam junto aos cães, ladrando
em versos que sopravam meus instintos réus
e, nem sei porque, seguiam me acusando...
Ardiam as memórias do fogo nos corpos
do horror da violência, da vil condenação
dos que nasceram sem ter da Europa a permissão
e nada mais podiam esperar, além de serem mortos...
Dentro do meu peito, claudicava o coração
sentindo a angústia do triste francês legado
que encheu a história de vergonha e estupefação...
Segui esperando certezas num mundo de inexatidão,
agora sendo naquele solo tão lindo, fecundado,
pelas sementes da redentora Argelina Revolução!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário