De cada mulher que veio antes de eu nascer,
de cada criança que morreu antes de crescer,
de cada ancião que lutou pela nossa liberdade!
No rosto desta bandeira que comigo levo,
vive o vermelho do sangue de homens e mulheres,
o verde das florestas que viraram labaredas de dores,
e a tinta amarga, e festiva, destes versos que escrevo.
"Quando nasci neste mundo, sei que não nasci sozinho",
escreveu Pancho Villa na cela fria que ocupou,
quando para o sonho do coletivo humano se entregou!
E assim, em cada celebração, o sabor do vinho,
terá o suor de quem o colheu nos campos, e o semeou,
e apontará o novo dia, do bem comum, nosso caminho!

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