A dureza da terra, onde labutamos o batente,
este, que vivemos todos os dias arrancando
do chão, nosso suor na labuta, pingando,
vem do coração endurecido de nossa gente.
Nosso povo que paga fortunas pros estrangeiros,
que cantam as belezas da sua terra, nas canções,
choram sentidos se quem canta, somos os peões,
e contam as moedas, com pena, de pagar aos Violeiros...
Nossa gente, até a mais próxima, normalmente acha
normal que "o que é bom, vem de longe, de fora"...
Quem aqui nasce, ou imita o gringo, ou implora,
alguma migalha que, desprezível, suja de graxa,
não "faça falta" pra pagar a arte de quem nos explora,
e não incomode o refinamento, que ao fim, nos rebaixa...
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