ou se esquece, se deixa, se "subterfugia"!
Feito um açude, que mar se pretendia,
mas seca, e sua boca não mais salive,
quando tu te lembrares do que te esperava,
do cheiro nas ruas que teu nariz sentia,
só de imaginar os sabores que tua boca queria...
Tu sabes que o sonho era o que tudo te dava...
Mas, o deixaste pra depois: "sou muito jovem",
"sou muito velho", "sou pobre", "sou lento"...
Preferiste a cama proletária à liberdade do relento!
E muito tarde descobriste que não se comovem,
os que diziam que tua renúncia era divino mandamento,
e só tu chorou ao lembrar, do sonho a perguntar: "vens"?

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