Neste exercício diário de escrever estes cantos
De meus cantos e poeiras minhas angústias extraio
Como quem se encanta do que é absolutamente sem encanto
Como a Luz que deveria vir de frente, e vem de soslaio
Como a pedra que deveria angular, mas ainda sobra
Como a dor que deveria cessar, mas ainda tange
Meus passos, minha casa, minha fé e minha obra
E que é quem há de fazer cessar o que a meus dentes range
Pois que tenho a certeza de que chegarei ao necessário equilíbrio
Eu sei que mais que meus medos está a força de meus brios
A me embalar no caminho de encontrar-me com o princípio
Que me aquece nas noites em que são mais fortes os frios
E constrói nas barricadas da peleja a cerca dos precipícios
Pois que é chegada a hora de me equilibrar entre meus arroubos e vazios!
Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Do que ainda não começou
Um senhor de barba e cabelos brancos,
Falador da língua da Luz, pois, da língua de nossos avós
Veio de terras d'além mar, de outros cantos
Seu canto de Amor veio cantar, aqui, entre nós
Seu canto falava da luta de todo dia
Dos trabalhadores do corpo, santuários da inteligência
Campanários dos cantos do boi e da rebeldia
Minaretes da sabedoria e da complacência
Que o Amor Divino, menino, graça por aqui
E este senhor o soube ver quando aqui andou
Nestas terras de palmeiras, samaúmas e pequis
E ao nosso coração tropical, cálido conquistou
E adoçou com vinhos sem alcool de abacaxis
Pregando a construção constante do que ainda não começou!
Falador da língua da Luz, pois, da língua de nossos avós
Veio de terras d'além mar, de outros cantos
Seu canto de Amor veio cantar, aqui, entre nós
Seu canto falava da luta de todo dia
Dos trabalhadores do corpo, santuários da inteligência
Campanários dos cantos do boi e da rebeldia
Minaretes da sabedoria e da complacência
Que o Amor Divino, menino, graça por aqui
E este senhor o soube ver quando aqui andou
Nestas terras de palmeiras, samaúmas e pequis
E ao nosso coração tropical, cálido conquistou
E adoçou com vinhos sem alcool de abacaxis
Pregando a construção constante do que ainda não começou!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Encarar a Vida
A Vida tem suas muitas faces e versões
Lados, voltas, matrizes, porções e matizes
Mas antes de tudo o calor amado dos verões
Das garças graciosas, dos galos e das perdizes
Que nos alegram e reconfortam na esperança dos perdões
Que os muitos pecados terão, e nos permitirão sermos felizes.
Basta pra isso que a olhemos de frente
E com Amor à ela, a Vida soberana a peçamos com fé
E em cada volta da roda sejamos quem sente
E caminha na direção da Vitória, nem que seja a pé!
Assim eu a quero, farta, plena, assimétrica
Linda como a Luz do dia, na sinergia estética
Da beleza luzidia que nos livra da feiura patética
De não nos permitirmos perfeitos
Eleitos que somos
Da imensa perfeição
Pra que fomos feitos.
Peço ao Arquiteto Soberano
Que ano após ano
Nos anos que ainda tenho
Possa assumir a Sagrada Lida
De encarar (de frente) a Vida!
Lados, voltas, matrizes, porções e matizes
Mas antes de tudo o calor amado dos verões
Das garças graciosas, dos galos e das perdizes
Que nos alegram e reconfortam na esperança dos perdões
Que os muitos pecados terão, e nos permitirão sermos felizes.
Basta pra isso que a olhemos de frente
E com Amor à ela, a Vida soberana a peçamos com fé
E em cada volta da roda sejamos quem sente
E caminha na direção da Vitória, nem que seja a pé!
Assim eu a quero, farta, plena, assimétrica
Linda como a Luz do dia, na sinergia estética
Da beleza luzidia que nos livra da feiura patética
De não nos permitirmos perfeitos
Eleitos que somos
Da imensa perfeição
Pra que fomos feitos.
Peço ao Arquiteto Soberano
Que ano após ano
Nos anos que ainda tenho
Possa assumir a Sagrada Lida
De encarar (de frente) a Vida!
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O direito de pensar coisas sem sentido
Enquanto conversava com meu grande amor
Dizia coisas, por vezes, desprovidas de razão
Entre conversas profundas, raiadas de Luz e Dor
De marcas e sonhos, ouvindo o coração.
Algumas poucas coisas se permitiam mais soltas
Livres voadoras, atiradas nos espelhos da terra
Que o pensamento mesmo que grande pensador, erra
Pelas serras altíssimas, mas por vezes dá voltas
E mesmo assim é o veículo maior da consciência
Que nos permite conhecer o ainda desconhecido
Bastando-nos disciplina, vontade e paciência
Pra encontrar o conhecimento que nos foi perdido
Dissolvido entre tanta beleza de grande relevância
Só atingido pelo direito de dizer coisas sem sentido!
Dizia coisas, por vezes, desprovidas de razão
Entre conversas profundas, raiadas de Luz e Dor
De marcas e sonhos, ouvindo o coração.
Algumas poucas coisas se permitiam mais soltas
Livres voadoras, atiradas nos espelhos da terra
Que o pensamento mesmo que grande pensador, erra
Pelas serras altíssimas, mas por vezes dá voltas
E mesmo assim é o veículo maior da consciência
Que nos permite conhecer o ainda desconhecido
Bastando-nos disciplina, vontade e paciência
Pra encontrar o conhecimento que nos foi perdido
Dissolvido entre tanta beleza de grande relevância
Só atingido pelo direito de dizer coisas sem sentido!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Do que faz parte das coisas que não podem ser esquecidas
Há um caminho sem volta que tomamos na Vida
Ligado ao compromisso que temos conosco e com aqueles
Que amamos e por quem nos entregamos à lida,
Um caminho em que o sonho é o que nos aquece a pele,
Nos aquece a alma, nos aquece o motor de caminhar
Nos dá alento quando do difícil momento da escada
Em que os degraus parecem mais altos, maior o pesar
Das pernas por levantar pra concluir a escalada,
Que nos permitirá chegar no lugar onde sabemos que é nosso
O lugar da fartura e da beleza, construídas com a Vida
Que tem o sabor da Vitória, sem o amargo do remorso
Que este lugar há de nos suceder à sensação sentida
Em que o fim da luta nos fará receber o prêmio do esforço
Que faz parte das coisas que não podem ser esquecidas!
Ligado ao compromisso que temos conosco e com aqueles
Que amamos e por quem nos entregamos à lida,
Um caminho em que o sonho é o que nos aquece a pele,
Nos aquece a alma, nos aquece o motor de caminhar
Nos dá alento quando do difícil momento da escada
Em que os degraus parecem mais altos, maior o pesar
Das pernas por levantar pra concluir a escalada,
Que nos permitirá chegar no lugar onde sabemos que é nosso
O lugar da fartura e da beleza, construídas com a Vida
Que tem o sabor da Vitória, sem o amargo do remorso
Que este lugar há de nos suceder à sensação sentida
Em que o fim da luta nos fará receber o prêmio do esforço
Que faz parte das coisas que não podem ser esquecidas!
domingo, 2 de outubro de 2011
Passeio de domingo!
Neste domingo de festa passeamos muitas famílias
Onde o poeta que cantou as contradições existentes
Em nosso tempo em que damos pipoca aos macacos nas ilhas
No zoológico, triste brutalidade e ternura resistentes
Que denunciam as contradições agudas de nosso tempo
Que nos infestam da festança da presença de nós entre nós
Nossos filhos e amigos, irmãos de uma esperança de advento
Da alegria que nos redimirá a um tempo ágil e veloz
Porque afinal estamos chegando à uma fase nova
Alvissareira estação em que a felicidade em pingos
E a esperança expressa na partilha nos renova
E na festa de compartirmos refazemos o pacto de amigos
E na beleza do encontro a presença maior desova
Entre nós o inaudito em um simples passeio de domingo!
Onde o poeta que cantou as contradições existentes
Em nosso tempo em que damos pipoca aos macacos nas ilhas
No zoológico, triste brutalidade e ternura resistentes
Que denunciam as contradições agudas de nosso tempo
Que nos infestam da festança da presença de nós entre nós
Nossos filhos e amigos, irmãos de uma esperança de advento
Da alegria que nos redimirá a um tempo ágil e veloz
Porque afinal estamos chegando à uma fase nova
Alvissareira estação em que a felicidade em pingos
E a esperança expressa na partilha nos renova
E na festa de compartirmos refazemos o pacto de amigos
E na beleza do encontro a presença maior desova
Entre nós o inaudito em um simples passeio de domingo!
sábado, 1 de outubro de 2011
De como vencer a descrença!
Existem momentos em que a força da fraqueza
Toma conta dos ímpetos e dos comandos do espírito
Faz as pernas flácidas ante a necessidade da proeza
Das distâncias a vencer, tantas vezes me vejo lívido.
E os braços não obedecem aos comandos da cabeça
E as forças que deste corpo desobedecem a inteligência
Que me dizem que ao superior comando obedeça
E abandonem o descaso que são forma de demência!
Que afinal nossa vida é presente do infinito
Infinito que em tudo nos registra sua presença
E se mostra no que se mostra sempre tão bonito
Quanto o vigor do trabalho que por fim nos dá a licença
De sonhar com a transcendência de que resoluto me habito
E me mostro ao fim de tudo de como vencer a descrença!
Toma conta dos ímpetos e dos comandos do espírito
Faz as pernas flácidas ante a necessidade da proeza
Das distâncias a vencer, tantas vezes me vejo lívido.
E os braços não obedecem aos comandos da cabeça
E as forças que deste corpo desobedecem a inteligência
Que me dizem que ao superior comando obedeça
E abandonem o descaso que são forma de demência!
Que afinal nossa vida é presente do infinito
Infinito que em tudo nos registra sua presença
E se mostra no que se mostra sempre tão bonito
Quanto o vigor do trabalho que por fim nos dá a licença
De sonhar com a transcendência de que resoluto me habito
E me mostro ao fim de tudo de como vencer a descrença!
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