sexta-feira, 14 de outubro de 2011

De namorar

Morar na, Amor, Amar
Eu hei de fazer de minha vida
A eloquente lida
Do exercício de me dar!

E eis que então,
Serei eu feliz e exitoso
Fiel ao mel que é tão gostoso
Tão visitado ermitão

E em minha existência
Tudo há de frutificar
Toda fruta, aqui, onde moro,
Há de dar
Que com tanta insistência,
Insisto, aqui, namorar!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Desafios de todo dia

Todo dia amanhece com seus brocados e penduricalhos
Feito uma senhora espanhola com seus olhares e adornos
Que morasse numa casa em um morro qualquer do Barbalho
Mas se sentisse como quem vive no centro e não no entorno

Pois as flores sem cor são matéria sem vida
Tem pigmentos, mas lhes falta o componente essencial
Quem não percebe a maravilha sente a sensação perdida
De não permitir o bem sucedendo em tudo o mal

E no corpo infindo de tudo, quem vê, há de superar
Sem dor, sem pena, sem tristeza e sem rebeldia
A peleja que movimenta a beleza que está em todo lugar

E que supera a penúria pela eterna e bela melodia
Que nasce do peito de Deus, no Universo a cantar
E que canta a bela canção dos desafios de todo dia!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quanto vale um dia em que se canta

No dia de hoje soltei a voz de meu peito
E de um jeito que nem sei quantos nós desfiz
Meu coração me diz, repete, de seu melodioso jeito
Que cantar é o melhor remédio prum coração aprendiz

Viva a Vida quando se canta, que os males todos se espantam
Da convivência de cada um de nós, e de todos os que aqui
Vivem seu cotidiano sem planos, sem rumos, que os pardais encantam
E afugentam com seu cantar sem rosto, sem rota, que, sem notar, perdi.

Perdi, pois que no dia de hoje cantei muito solto
Desabalada carreira, liberta vaga que aos medrosos espanta
De uma forma estrondosa, lembrando um mar revolto

Lembrando um céu de ventos carregados de alegria infanta
Soprando velas de fogo e pano no rumo já a tempos resolto
Pra dizer quanto vale um dia em que se canta!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mas, pra quê?

Tanta lida, tanto sofrimento
Tanta dor e a sensação de que, afinal,
Pra que tanta peleja com o sentimento,
Com o consentimento da coordenação eternal,
(É o que passa, afinal, pelo meu pensamento...)

E olhar pra tudo, e ver que mesmo quando
As coisas começam a se ajeitar, se encaminhar
Fica no ar a sensação forte de que só o passando
Em sua passada, depois de tudo, é o que vai sobrar
(Mesmo depois de tudo que se foi formando)

E assim, vou vivendo, e a vida em grandes goles sorvendo
Passando pra além do que se passa em eterno por mal,
Que as coisas más e boas da vida, garganta aberta, vou bebendo
E te garanto meu amigo, de forma nenhuma será em um dedal.
(E dia a dia, pela vida só me resta ir morrendo)

E pergunto, entre onde(s), quando(s) e porquê(s):
Em que lugar o sentido se esconde, mas pra quê?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ainda mais

Nesta terra de lutas, provas e provações
Luto todo dia, antes de tudo, comigo mesmo
Nas caminhadas em que, diante de tantas opções
Devo escolher o caminho reto, pra não andar à esmo

Não andar torto, andar na direção da Paz
Andar como quem faz do seu caminho sua vida
Viajar na velocidade de quem quer chegar, mas não tem pressa
E acredita antes de tudo ser capaz
De continuar na investidura cotidiana da lida
Que as rugas de nosso rosto mais expressa

Ser quem sou é o que cada vez mais me apraz
Sido o pertencido ao sonho de sempre ainda mais...

domingo, 9 de outubro de 2011

Apaziguar

Neste caminho que todos os dias trôpego caminho
Vou e volto ao ponto em que a dificuldade é forte
Em busca da solução que pode aparar os espinhos
E deixar só as flores pra serem, do caminho, o norte

O suporte pra peleja que por vezes é intensa
(Eu peço a Deus que me veja, e auxilie na jornada)
Que muitas vezes, mesmo clara, a vontade não é propensa
A ser o que construo a Santa Paz em minha caminhada

Pois que este caminho é duro, e custa ter firmeza
E constância, necessárias pra continuar
E chegar ao destino da infinito de beleza

Pois que o prêmio é grande pra quem souber caminhar
E ao próprio rumo da vida dar a direção da certeza
De que a vitória nasce do coração apaziguar!

sábado, 8 de outubro de 2011

Liberdade custa caro

Do que nos mais custa, antes, durante e sempre
Está a solidão que acompanha, arranha e limita
Também a sofreguidão que por vezes gela o ventre
De buscar o inaudito que em tudo que vejo palpita

Pois que o Sol nos mostra em seu turno cotidiano
Turno que na verdade é o nosso girar em torno
Em nossa nau terra, em que velejamos as vezes a todo pano,
As vezes sem vela, mastros secos sem adorno

E assim seguimos soltos, mas ainda em busca do bem maior
Que nos dará a Luz que mostrará o lugar do amparo
Que nos possibilitará chegarmos ao sonhado lugar melhor

Onde enfim conviveremos com o dom supremo e raro
Que é razão pra lida que em nossa vida evita o pior
E nos ensina o valor de saber que a Liberdade custa caro!