sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Comida Chinesa

Num cantinho de telhas de barro e madeira
Escondido entre lugares que acreditamos, sem importância
Esconde-se uma comida, que maior que inteira
Mostra-me a beleza da relevância
Que a simplicidade pode ter:

Comida Chinesa, antes de tudo brasileira
Cidadãos do mundo, que habitam conosco aqui
E que fazem do que nos era estranho, o novo prazer
Da comida bela, altiva, perfeitamente prazenteira
Que o inédito postulou bem ali...

Na simples casinha com sua simplicidade posta à mesa
No velho e maravilhoso restaurante de comida chinesa!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sentado numa mesa de poeta

Nesta manhã fria, que me aquece os sonhos
Me pus a cantar o fado da beleza que espero
Ver real, surgindo da esperança, que apesar de tristonho
Continuo sonhando, por que é o que realmente quero!

E o vento frio me dá a certeza de que o dia
Se sucederá, dia após dia, na certeza que mantenho
E fará o inaudito ser o veredito da alegria
Que surgirá do momento depois de franzido o cenho.

E romperá na certeza mais plena desta esperança
Que me mantém, e mantém o mais alto que me completa
E faz do belo o mais singelo que a alma alcança

Pois que a verdade se hospeda na voz discreta
Que se alarde sem se gritar e espalhar festança
Vi, e vejo tudo isso, sentado nesta mesa de poeta!

"Poema feito na mesa da poeta Lilia Diniz"

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Acalmar o coração

No dia a dia, na quentura das demandas
Muitas vezes me encontro distante
Do equilibrio que embala as redes nas varandas
Da casa, em meu peito pulsante
Do quintal, de amores e pitangas
Do rumo, que defino com os sextantes
Que apontam sempre pra terra das mangas

E as vezes a guerra se aponta cedo
E assustado, viro pro lado do que não quero
Pro que espero, e pra onde aponto meu dedo
Com o carinho sem espinhos, construído com esmero!

E então o que eu faço e espero sempre mais
É que o caminho se abrande pela ação
Deste infante da luta incessante desde meus pais
Que vem aprendendo, que vencer, é acalmar o coração!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Da alegria como tijolo do castelo da felicidade

Olhando pro mundo, e pro modo como me encontro nele
Vou me encontrando com o pulso da estrada de me encontrar
Porque só caminha esta senda quem se colocar no lugar aquele
Onde o passo de tudo se firmar no chão de todo lugar

Que o caminho é cheio de flores, folhas e espinhos
É cheio do Amor do Superior que nos permite seguir andando
Mas que só se manifesta na esperança dos olhos menininhos
Que está em todo lugar que há, em que esteja o ar, se manifestando

E o ar do céu nos dá a Vida como infinito presente
E na presença da Luz sempre nos permite a perfeita vontade
De construirmos a boa sensação que quem pratica o bem sente

Na satisfação maior que pode nos dar a definitiva liberdade
Em que a maldade nem seja lembrada de tão distante e ausente
E a alegria seja considerada como tijolo do castelo da felicidade!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Na frente da escola

Vi meninos passando desprovidos de entusiasmo e alegria
Entrar pela porta como quem vai onde não está seu coração
Passar pela porta com um frio "Bom dia professora, bom dia tia..."
Mas o bom dia não passando de uma muito vazia expressão.

Há que se tomar cuidado com a impressão que pode ficar
Quando se está chegando em um lugar de entrada e passagem
Que dá acesso ao que nos dias de hoje chamamos "Centro Escolar"
Pois que a impressão muitas e muitas vezes não é mais que miragem

Que o que vemos nem sempre é tudo o que parece
Muitas vezes é o inefável, que à Luz, presente, se arrefece!

Que os meninos
Há!, os meninos!
São o que fomos, e tantas vezes insistimos em ser:

Seres que reclamamos,
Sem perceber,
A riqueza de compartilharmos,
Alegrias e canções,
Brincadeiras de bola,
Que vejos nestas parcas reflexões,
Que faço
Aqui na frente da escola!

domingo, 16 de outubro de 2011

O trabalho que redime

Na luta que enfrento todo dia
Que nasce da necessidade
Que veio como efeito colateral da rebeldia
Que pousa sobre a enormidade
Que venta na tempestade fugidia
Que relampeia pela eternidade,

Eu, cantor de minha própria agonia
Grito, aflito e com toda a sinceridade:

Pela falta de Amor que ao mundo oprime
E em meu coração tem o peso
Do peso que ao papel deprime,
Pois que só o constante criar
Que o constante criar pode propiciar,
Ao meu peito liberta,
Que a verdade maior é que:
Sou vivo pelo calor do labor
Do trabalho que redime!

sábado, 15 de outubro de 2011

Se equilibrar entre a depressão e a euforia

Na viagem que seguimos nesta terra que habitamos
Somos passageiros e condutores, passivos e agentes
No caminho que sonhado, aqui, neste chão, o executamos
Passo a passo, cada dia, todos os dias, frios ou quentes

E caminhar não é fácil, eu te digo, meu amigo
Caminhar é o exercício cotidiano da constância
E o faremos todos juntos, tu comigo, eu contigo,
Na peleja sem parada, nesta vida que é nossa militância

E viver é sonhar com o futuro de fartura e de bonança
Com a certeza mais concreta de que nossa essência é alegria
Que nos torna como a mãe que enxerga sua criança

Que se acerta com a beleza que esblande todo dia
Que se expande na infinita gentileza da festança
Que me pede pra me equilibrar entre a depressão e a euforia!