sábado, 7 de janeiro de 2012

Nada de nada!

O tempo da saudade do vazio que a tudo antecede!
O tempo infinito do silêncio que pode redimir,
Meus sofrimentos, que nenhuma medida mede,
Dos cabimentos que só quem sente pode sentir!

Eis-me senhor da muito brilhante caminhada,
Que conduz genialmente ao Nada de nada!

Dois amigos se sucedem

Nesta noite duas pessoas se sucederam na função
De estar à frente de um trabalho de amizade
De a um nosso amigo comum representar a ação
Mais alta e completa da verdadeira solidariedade:

Quando os desígnios Divinos pedem,
Por Amor à Obra,
Dois amigos se sucedem!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A importância da jornada

Eu amanheci com a sensação de que é tempo do caminho se abrir
Das estradas clarearem como as manhãs de primavera
Das veredas verdejantes verem suas bacabas e araçás a florir
A alegria da vida retomando seu tempo na terra...

Então eu não pensei em mais nada:
Levanto, e me preparo pra jornada!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O ser que se encontra é aquele capaz de voar

Nas idas e vindas que os caminhos da vida propõem
Encontramos e relembramos os avessos de nós
E os internos inteiros que pelos meios se expõem
Mesmo quando entre todos e tantos somos sós!

E somos nós os que aqui nesta peleja nos damos
Os ombros entre os amigos,  nas dificuldades as mãos
Para que enfim nossos imensos sonhos possamos
Tirar do pensamento para ser visto por  qualquer  visão

E então chegaremos a este definitivo lugar
Onde o ser que se encontra é aquele capaz de voar!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Construir o novo com os materiais do velho eu

A tarefa de construir uma nova versão do que sou
Terá que ser feita com os materiais que tenho à mão
Com os tijolos que recebi daquele que neste mundo pensou
E o fez, quando construiu o que está acima e abaixo do chão.

E esta tarefa, podem crer, no mais é consideravelmente custosa
E muitas e muitas vezes dói como só eu sei o tamanho da dor
É claro também que tem muitas passagens que são gostosas
Mas só os que passamos sabemos a peleja e o calor

Que sentimos quando estamos no meio da labuta
Quando a consciência do erro apontou, e muito doeu
E temos que nos virar pra acertar nossa equivocada conduta

Mesmo nos sentindo como quem em meio a tempestade se perdeu
E não enxerga no meio dos ventos a velha e orientadora biruta
Ainda assim, o caminho é construir o novo com os materiais do velho eu!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Do tanto que é simples o que é belo

Recebi de um grande amigo imagens dos instrumentos que faz
Violas Caipiras e de cocho, que encantam os olhos e os sentidos
Suas curvas e tons, que aos olhos e ouvidos, cada um, satisfaz
Voltas e cinturas, nascidos sons dos dedos e unhas cingidos

Pela grande leveza dos instrumentos feitos por este querido amigo
Que aprendeu fazer música compondo Violeiros e Violas
Que me ensinou tantas coisas que pelos anos carrego comigo
No coração e no pensamento, e que tanto me consolou e consola.

Me extasiei, então, vendo o singelo daquelas delicadezas
Que estabelecem em minha vida um precioso elo
Com  o que passou, e o que se passa, em minha busca pela beleza

Pelo que é puro e simples, pelo que prima pelo singelo
Ao mesmo tempo em que aprendo a arte de abastecer a mesa
Dos alimentos, e do tanto que é simples o que é belo

(Para Braz da Viola)

domingo, 1 de janeiro de 2012

O amor que do coração/pote se derrama

Este ano, e o restante de cada vida,
Por começar
Infinitos sonhos, esperanças, projetos por se cumprir,
Inumeráveis desejos, anseios e compromissos que nos guiar
Neste ano e na sequencia sagrada da lida há de vir

Hoje, assim cantando amanheci
Longe do meu amor, na geografia
Com o encanto dela ecoando em mim
Tão perto do meu amor, primor neste dia

O dia de hoje, novo tempo proclama
Construído será
O amor que do coração/pote
Se derrama