quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Caminho da Divina Realeza

Meus medos me ferem e angustiam o espírito,
E mostram antes de tudo o desconhecimento
Da superior realidade, que inibe o padecimento,
E fazem cessar o tormento pelo caminhar vívido,

Que caminhar é o que nesta vida me sustenta,
É o que nesta estrada baliza e indica caminhos,
E tira do corpo as dores e calores dos espinhos,
Enquanto aplica unguentos que à minha alma alenta,

E enquanto caminho vou conhecendo as cores,
Da realidade da vida, sempre mais bonita e forte,
Quanto faço de querê-la bela meu definitivo norte,

Pois que a dor serve pra que nos desviemos das dores,
E façamos de cada caminho, cada um, a real beleza,
Pois que seguir caminhando nos dá a Divina Realeza!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Onde minh'alma mora

E em tudo, por tudo do que volto a cantar,
Destes todos sonhos me dou o direito de fazer,
De mim, no fundo, o que possa chegar a ser,
Do que volta, e brinca reviravoltas no ar...

Pois o caminho das pernas minhas que seguem,
Se faz pelo trocar de passo, inédito caminho,
Uma avalanche caída onde os montes pedem,
Como cantar tendo a enormidade de passarinho,

Assim, nesta perspectiva é que por fim, sigo,
Caminhante aturdido pela certeza que aflora,
Dos atos imaginados e praticados sempre agora,

Sem medo da vitória gloriosa e seus castigos,
Porque nesta estrada das lidas, o que vigora,
São estes sonhos, onde minh'alma mora....

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Belas pernas

E eis que aqui me encontro, como quem flutua,
Pelo infinito de um momento vazio nas copas,
Dos ventos arvorados nas pernas grossas tuas,
Na alegria cheia do que é vazio e se nota,

Como um passo, de cada vez, passando nas ruas,
Pelas casas perdidas, cada uma, em movimento,
Eu, um aturdido vagante que busca suas pernas nuas,
Como um faminto que imagina sua salvação, alimento!

E, neste delicioso torpor, sucedo a gentil alegria,
Quando canto, quando tanto quanto eu posso,
Olho pra leveza que caminha, fluente, breve, fugidia,

E busco nas voltas deste vento que me lança ao fosso,
Motivos para cantar, porque tão vibrante minha cantoria,
Tão, é terno quando do doce de tuas pernas me endosso...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hoje

Hoje faço um desenho inédito das possibilidades da vida!
Hoje, assim, com quem quer mais que o nada,
E com uma leveza sem par para perceber a lida,
Sinto a inenarrável sensação,
Além de todos os pecados, e todos os perdões,
De ser como quem produz uma estrada,
Pra poder correr em direção
Àquilo que se esconde em todas as direções...

Hoje, neste dia de fortes finezas,
Traços de sutis colorimentos,
Dores de delícias, dissabores servidos com gentileza,
E encharcado da firme e etérea convicção,
De que o caminho aponta para a alegria,
E que este júbilo é o maior dos sentimentos,
Encho o meu peito com o sabor e a determinação,
Da beleza que tem o hoje, celebrado todo dia, neste dia!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Canto!

Canto!

Eu canto este meu canto,
Que nasce de dentro de onde nem sei!

Um canto que brota de todos
Os meus cantos,
De onde eu mesmo me cantei!

E hoje eu canto!

Com a alegria
Que re-Luz,
Na infinita Luz do dia,
Da Luz bendita da alegria!

Canto!

Eu no centro do é nada mais que canto!

Eu me invento e me re-faço em canto!

Canto!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Dia da mãe das águas

O Divino se veste hoje com a beleza deste dia,
Visita a singeleza da água que lava,
Dos passos que dava a o Amor que andava
E anda nas voltas e notas da alegria.

Pois que neste momento, nas eternidades,
O ar se enche dos sentimentos da água,
Mais forte que o desespero que deságua,
Quando à força falta encantos e verdades,

E as vezes, eles faltam mesmo, as tristezas,
Tomam conta do proceder de quem caminha,
Mas não hoje, neste momento deste festa minha,

Desta festa nossa, alegria que floresce a mesa,
Da fartura que vencerá o pesar que se sentia,
E hoje não se sente, Dia das águas luzidas.


*Pequeno canto pra mãe das águas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Os encontros da alegria

A vida proporciona sintonias tão inesperadas,
Alquimias desejadas, ainda que surpreendentes,
Feito planta de morangos, no penhasco pendente
Uma flor no Cerrado seco, nas bordas da estrada...

E neste seguir, seguindo, um vento nos cabelos,
Um alento que nas madeixas sopra alegrias e poder,
E nestes encontros em que nós revivemos o viver,
Permitimos a nós mesmos atender antigos apelos!

Assim, estes encontros, são o alimento do caminhar,
Porque dentro dos nossos corações, sempre seguimos,
Com o objetivo de encontrar os amigos, que sentimos,

Conosco já estiveram, neste espiral, neste eterno girar,
Em que as vidas dançam sua dança de copas no sol a pino,
Nos ventos da alegria, da leveza fugidia do dia menino...