Oi, como está, como vai?
Você é daqui ou vem de longe,
De dentro, de onde tudo sai?
Oi? Você não fala ou não responde?
Ou então, sou eu que não escuto mais...
Eu resolvi te perguntar porque em mim ardia,
Um fogo de saber de suas voltas,
De suas galhardias,
E do ímpeto de suas revoltas...
(Porque quem tem brios e olha, as tem todo dia)!
Sempre que sei suas notícias eu sinto,
O quanto é importante reunir,
Renovar, realçar, dar cores à este quadro que pinto,
Nas diversas parcerias que o praticar faz vir,
Saber de ti, saber de mim, do infinito.
Saber de quem mais, meus pais
Desde a muito sempre disseram: pratique,
Mais que pintar gigantescos murais....
Mas é mais... Olhando de perto, quero que este perguntar identifique
Se estou brincando de pique, ou se preciso saber de mim mais...
Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Enquanto me calo
Enquanto me calo, ruidoso argumento,
Como um demagogo à plenos pulmões,
Como imaginar Daniel, covardia contra leões,
Meu silêncio, mortal como o ataque mais lento...
Enquanto me calo, a mais linda canção,
Nasce, floresce na grama orvalhada,
Só ela, vida brilhante e diamantada,
Cantando com as milhões de vozes do coração!
Enquanto me calo arregalo os olhos do pensamento!
Como aquele figo dos papagaios, maduro,
Viajando do verde claro ao roxo escuro,
Enquanto me calo vejo que é mais longo por dentro,
Porque é o meu caminho, meu presente em que procuro,
Enquanto me calo, me sonho um pouco mais puro!
Como um demagogo à plenos pulmões,
Como imaginar Daniel, covardia contra leões,
Meu silêncio, mortal como o ataque mais lento...
Enquanto me calo, a mais linda canção,
Nasce, floresce na grama orvalhada,
Só ela, vida brilhante e diamantada,
Cantando com as milhões de vozes do coração!
Enquanto me calo arregalo os olhos do pensamento!
Como aquele figo dos papagaios, maduro,
Viajando do verde claro ao roxo escuro,
Enquanto me calo vejo que é mais longo por dentro,
Porque é o meu caminho, meu presente em que procuro,
Enquanto me calo, me sonho um pouco mais puro!
terça-feira, 12 de março de 2013
Anúncio do Mar
Há tanto tempo, que nem sei me lembrar,
Uma Estrela atravessou-me em pleno dia
E ardia, e tanto fizesse dia ou noite, ardia
Um fogo que atravessou-me por todo lugar!
Ventos, costas e pedreiras, à beira da praia,
E cabos, e velas e mastros e cavas a se aventurar,
Sopa iônica de Luzes, caldo do que somos, mar,
Onde esta Estrela brilhava, e brilha até que o céu caia...
Esta Estrela, que pode ser uma manifestação da Poesia
Vê com clareza tanto o dia, quanto a noite a iluminar,
Com seu brilho de leveza, bailarina, suave cantarolar,
E o brilho dela sempre me encanta porque anuncia,
Que o tempo da alegria vem pra tomar o seu lugar,
Porque foi anunciado pela luzidia Estrela do Mar!
Uma Estrela atravessou-me em pleno dia
E ardia, e tanto fizesse dia ou noite, ardia
Um fogo que atravessou-me por todo lugar!
Ventos, costas e pedreiras, à beira da praia,
E cabos, e velas e mastros e cavas a se aventurar,
Sopa iônica de Luzes, caldo do que somos, mar,
Onde esta Estrela brilhava, e brilha até que o céu caia...
Esta Estrela, que pode ser uma manifestação da Poesia
Vê com clareza tanto o dia, quanto a noite a iluminar,
Com seu brilho de leveza, bailarina, suave cantarolar,
E o brilho dela sempre me encanta porque anuncia,
Que o tempo da alegria vem pra tomar o seu lugar,
Porque foi anunciado pela luzidia Estrela do Mar!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Uma escada
Neste momento do evento, só o que me resta,
É esperar pelo canto do galo no cimo do mourão,
É soprar sobre os ombros as cinzas do clarão,
E morrer agarrado à leveza da lembrança da festa!
Aqui, sozinho, vendo imensos castelos se erigirem,
Num esforço cruel pra mim de lembrar tudo que perco
Enquanto sonho com o que ainda ganho e rompo o cerco,
Na tentativa de mostrar que posso tudo que me exigirem.
Sei que a nave do sonho esbarra nas materialidades.
E que a barra dos ombros nesta volta fica arqueada
Quando seus olhos nos infinitos só vêem o nada,
Mas que a Luz me criou também, esta particularidade,
Que sonhou ser passarinho, aprendeu toda a trinada,
Pra crescer neste caminho, na verdade uma escada...
É esperar pelo canto do galo no cimo do mourão,
É soprar sobre os ombros as cinzas do clarão,
E morrer agarrado à leveza da lembrança da festa!
Aqui, sozinho, vendo imensos castelos se erigirem,
Num esforço cruel pra mim de lembrar tudo que perco
Enquanto sonho com o que ainda ganho e rompo o cerco,
Na tentativa de mostrar que posso tudo que me exigirem.
Sei que a nave do sonho esbarra nas materialidades.
E que a barra dos ombros nesta volta fica arqueada
Quando seus olhos nos infinitos só vêem o nada,
Mas que a Luz me criou também, esta particularidade,
Que sonhou ser passarinho, aprendeu toda a trinada,
Pra crescer neste caminho, na verdade uma escada...
domingo, 10 de março de 2013
Nosso alimento preferido
Quanta coisa se passou e não é contada,
Como se passasse natural como o vento,
Como se ventasse e nela se costurasse o tempo,
Como se a ventania fizesse de tudo nada...
E aqui, nas quietudes do que eu apenas existo,
Nas infinitudes do tempo voltado a ser,
Eu, apenas, inválido apático como o padecer,
Do que se consumou nas dores que insisto,
Pois que sei que o prazer mora na vida,
Mais que qualquer dor que já tenha sentido,
Mais do que a tristeza de que me invalido,
Porque está hoje, e sempre estará a nossa lida
Que permite o movimento a todo o vivido,
E aponta o novo, nosso alimento preferido!
Como se passasse natural como o vento,
Como se ventasse e nela se costurasse o tempo,
Como se a ventania fizesse de tudo nada...
E aqui, nas quietudes do que eu apenas existo,
Nas infinitudes do tempo voltado a ser,
Eu, apenas, inválido apático como o padecer,
Do que se consumou nas dores que insisto,
Pois que sei que o prazer mora na vida,
Mais que qualquer dor que já tenha sentido,
Mais do que a tristeza de que me invalido,
Porque está hoje, e sempre estará a nossa lida
Que permite o movimento a todo o vivido,
E aponta o novo, nosso alimento preferido!
sábado, 9 de março de 2013
No intento do Sagrado
Eu nem bem ainda falava minhas conecções,
Nem bem me lembrava de como seriam
As frases que meu pensamento exprimiriam
E já cantava meus sopros, sonetos, canções...
Eu, hoje a tarde, cantando praquelas mulheres,
Festejadas, celebradas, na fria festa de um dia,
Onde quem não faz, canta sempre com galhardia,
Senti vontade de cantar, como, Senhor, Tu queres..
Cantar como já pude cantar quando menino,
Ainda sem o domínio dos passos equilibrados
Passando pelas salas trinando meu doce trino,
Ventando sobre vãos e valas de todos os lados
Cantando a canção da singeleza que tem o destino,
Assomando-me vento, no intento do Sagrado!
Nem bem me lembrava de como seriam
As frases que meu pensamento exprimiriam
E já cantava meus sopros, sonetos, canções...
Eu, hoje a tarde, cantando praquelas mulheres,
Festejadas, celebradas, na fria festa de um dia,
Onde quem não faz, canta sempre com galhardia,
Senti vontade de cantar, como, Senhor, Tu queres..
Cantar como já pude cantar quando menino,
Ainda sem o domínio dos passos equilibrados
Passando pelas salas trinando meu doce trino,
Ventando sobre vãos e valas de todos os lados
Cantando a canção da singeleza que tem o destino,
Assomando-me vento, no intento do Sagrado!
sexta-feira, 8 de março de 2013
Gratidão
Um dia é um dia qualquer,
Se nele ninguém encontrar
A razão que pulsa no ar
Se materializando em mulher....
Neste dia cantar é inexatidão,
É um afastamento da leveza
Da tão mais infinita beleza
A mulher é a mais linda canção
Então, eu aqui recolhido,
Na pequenez do pequenino,
Canto, voz de grande menino,
Por tudo que tenho vivido,
Do nascimento ao que me fizer,
Só penso em gratidão à mulher...
Se nele ninguém encontrar
A razão que pulsa no ar
Se materializando em mulher....
Neste dia cantar é inexatidão,
É um afastamento da leveza
Da tão mais infinita beleza
A mulher é a mais linda canção
Então, eu aqui recolhido,
Na pequenez do pequenino,
Canto, voz de grande menino,
Por tudo que tenho vivido,
Do nascimento ao que me fizer,
Só penso em gratidão à mulher...
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