No vão raso da copa da casa velha,
Morava uma senhora desde sendo moça,
Menina ainda, entre rendas e louças,
Quando já eram velhas as velhas telhas...
Ali, entre brocados e brasões,
Numa vida que não tinha que contar tostões,
Eu,
Um dia nasci!
E da senhora velha, do vão raso da copa,
Em sua casa velha de onde sempre foi senhora,
Ela me olhou por dentro os olhos uma hora,
E não foi mais que instantes, que não se nota...
E entre viçosas estampas e alfinetes,
Entre camurças e brocados, viés, sinetes....
Eu,
Dali parti!
Mas a velha senhora inda mora em mim,
Nos sonhos que me buscam onde moro,
Nos medos e defeitos que não ignoro,
São o que tem me mantido assim...
E agora, nas diversas casas que há no mundo,
Uma delas se achegou do desejo profundo,
Eu,
Sempre fui dali!
Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
quinta-feira, 21 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Novo ser
Me pareço com o que não quero,
Quando me encontro com o parecer,
Desfaço o pranto por um querer querer,
E tudo sai sempre como espero...
Me entardeço, em pleno anoitecer
Quando me afasto de ser sincero,
E me afasto do Amor que venero,
Por não me permitir perceber,
Que pra encontrar o Amor espero,
Desde o dia em que vi tudo nascer,
Desde o tempo de todo tambor bater,
Me encontrar com o que em mim gero,
Que é flor que brota onde nada a haver,
Me transformando em ser um novo ser
Quando me encontro com o parecer,
Desfaço o pranto por um querer querer,
E tudo sai sempre como espero...
Me entardeço, em pleno anoitecer
Quando me afasto de ser sincero,
E me afasto do Amor que venero,
Por não me permitir perceber,
Que pra encontrar o Amor espero,
Desde o dia em que vi tudo nascer,
Desde o tempo de todo tambor bater,
Me encontrar com o que em mim gero,
Que é flor que brota onde nada a haver,
Me transformando em ser um novo ser
terça-feira, 19 de março de 2013
Estradas existidas
Espuma no
lombo,
do meu
cavalo,
Pulei
dois valo,
varei
três tombo,
O mundo o
raso,
Arrasa
quilombos!
Eu não
era mais,
Que raso
ajudante,
Não vinha
atrás,
Sem estar
distante,
Mas quem
sonha a Paz,
É
caminhante!!
Passo
forçado,
Na noite
inteira,
Por todo
o lado,
A
gemedeira,
Além de
cansados,
Guerra
ceifadeira...
O caminho
é longo,
Muitos
pararam
E a dor
nos ombros,
É que
nunca souberam,
Se se
daria o estrondo,
Eles
pararam...
A paz da
estrada
É alma
colorida,
Lavada,
bem alvejada,
Enxaguada
e torcida,
Na poeira
das jornadas
Nas
estradas existidas...
VEM VÊ O
MAR, MENINO!!!
VEM VÊ
MENINO,
OH!,
MAR!!!
segunda-feira, 18 de março de 2013
Valor!
Depois de todo o caminho, das pedras pontudas,
Que carregamos, eu e meus companheiros de ir
Seguindo feito um arreio, prata linda depois de polir,
Sobre o lombo suado desta cavalgada aguda,
Em que voo pra além das beiradas do visível,
Feito uma muralha que cercasse o gás mais leve,
Como consigo a mãe, seu filho sempre leve,
Assim comigo é um eterno lançar-me no indizível,
Pois que aqui, nesta morada onde as ventanias,
Sopram as velas de meu barco ligeiro, desbravador,
Onde ninguém esperava mais que cansaço e calor,
Aqui, nas paragens deste meu peito residem alegrias,
Que se soprarão onde a beleza levar pra atracar meu barco/flor
Onde, na certeza da eternidade, me atraque por meu valor!
domingo, 17 de março de 2013
Celebrantes
A Luz que banha a cidade nas horas do fim
Do dia, coloridas variações de tantos amarelos,
E o verde dos Ipês, das Mangueiras, dos Marmelos,
Dos jambos e cajás, e a delicadeza dos alecrins...
Esta Luz que nos banha, se considerada, cura,
Se prestarmos atenção aos nuances da palheta,
Da pintura que se forma, por onde vai a caneta,
Do que a toda esta beleza cria infinita e pura...
Nos canteiros do Cerrado, seus mistérios,
Suas águas que aliviam e alimentam viajantes,
E banham quilombolas e caboclos resistentes,
Tudo se encontra conectado, é imenso e sério,
Como um colibri que tira o doce da flor num instante,
Como a beleza deste fim do dia, pra nós, celebrantes...
sábado, 16 de março de 2013
O que parecia lento
E quando a vontade que há, que se tem,
É nenhuma, nada, apenas um impulso
Involuntário movido como atoa avulso,
De tudo que é, está, foi, ou ainda vem?
E quando, a energia necessária, pra que a Luz,
Agradesça ao chão, por onde cada um caminha,
Enriqueça o pão que nossa vida encaminha,
Como, no escuro deserto, lembrar do que conduz?
E quando a velocidade da corrida que corremos,
Rumo aos remos da barca que nos levará no vento,
Rápido em direção ao leme que mostrará onde no tempo,
É quando me desapegarei dos pesados que vivemos!
Antes, visitando os campos verdes de bons momentos,
Acontecerá a mudança, e será eterno o que parecia lento...
É nenhuma, nada, apenas um impulso
Involuntário movido como atoa avulso,
De tudo que é, está, foi, ou ainda vem?
E quando, a energia necessária, pra que a Luz,
Agradesça ao chão, por onde cada um caminha,
Enriqueça o pão que nossa vida encaminha,
Como, no escuro deserto, lembrar do que conduz?
E quando a velocidade da corrida que corremos,
Rumo aos remos da barca que nos levará no vento,
Rápido em direção ao leme que mostrará onde no tempo,
É quando me desapegarei dos pesados que vivemos!
Antes, visitando os campos verdes de bons momentos,
Acontecerá a mudança, e será eterno o que parecia lento...
sexta-feira, 15 de março de 2013
Bebendo da chuva
BEBENDO
DA CHUVA,
NOS GROTÕES
DA FARTURA,
ÁGUA EM
PEDRA DURA,
SABOR
MELHOR QUE UVA,
Sim, no
meu caminho busco os sonhos que queremos e merecemos vivê-los,
Feito
passarinhos cujos ninhos fossem estrelas...
DANÇANDO
NO VENTO,
ÁGIL
FEITO CARCARÁ,
LEVE COMO
UM MANACÁ,
CHEIRO
MATA ADENTRO,
O voo da
Andorinha, sinhorinha, que é casada com os segredos do vento,
Perfuma o
céu inteiro, brinca com meus pensamentos...
MENINO
CORRA MENOS,
JÁ QUE TU
JÁ QUER CHEGAR,
O LASTRO
QUE ACEITA O MAR,
É O QUE É
IRMÃO DO REMO.
Minha
canoinha feita das madeiras que tirei das
beiras da floresta,
Farturas
pescarias, alegria das nossas festas...
NAS
VAZANTES DO PENAR
DA DOR
FORTE E SINGELA,
NELA
PLANTEI A FLOR MAIS BELA
MULHER
QUE VELA MEU AMAR...
Pra lá
dos meus espinhos só me importa ser merecedor do grande amor,
Que pulsa
nos caminhos onde anda minha flor...
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