Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Planta
Se ainda canto,
é porque meus tudos
incluindo o choro mudo,
inda me vertem do pranto...
Este, que pranteio,
que pranteias
que pelas coisas feias,
nos correndo nos veios,
e pelas coisas lindas,
que tua boca canta
(e são alegrias tantas)
desde nossa vinda,
pra esta peleja santa,
indo pro céu, feito planta
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Meus passos
Me elevei em altos
destinos,
como
sentir o ar lambendo,
um galo na Rosa dos Ventos,
pipa solta de meninos....
Me joguei fundo
em meus poços,
ser em mim tanta dor
deste mundo,
o mais fecundo algodão
tem caroços...
Boiei num mar
de Sargaços,
sal e frio,
vida tanta,
que toda dor se espanta,
enquanto viver,
segue em meus passos...
domingo, 4 de outubro de 2015
sábado, 3 de outubro de 2015
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
À unhas
Palavra parada pira,
feito Piracema
alma, lama e Poema,
a Palavra precisa rio,
precisa onda e rota,
e canta e estronda Pororoca...
Em uma Palavra,
me expiro, são tantas,
as vertentes nem tão santas,
as mansas, as bravas,
e das Petúnias,
a cor que pulsa além
do que me vai e vem
enquanto escavo à unhas...
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Mundo novo
Era e é tempo de lida.
Cada dia,
no pasto,
além do vento,
e do suor que da corrida,
vertia,
quando corríamos pelo vasto,
atrás
de reses fugidias,
tinha,
naquela jovialidade,
uma insuspeita
alegria...
E foi que este correr,
se fez a vida,
em todo passo.
Em cada dor sentida,
e ter que a dizer,
e o cansaço.
E hoje inda corro
em busca do sagrado
fartura do povo, o gado,
no pastoreio do mundo novo.
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