quinta-feira, 14 de abril de 2016

A força do coletivo



Não passarão! É o que
dizemos e cantamos,
e pelos caminhos, sigamos,
vejamos o que é o quê...

Pois o futuro verá
o que cantando plantamos,
o que pensando falamos,
do que poderá,

e cada um de nós
marchando pela Paz,
o que pode, faz,

o que sente a sós,
se verte objetivo,
na força do coletivo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O que vier


Enquanto espero, teço...
Pássaro incauto, colho,
gravetos e fios que escolho,
e no ninho amarro, e meço...

Enquanto canto, sonho,
feito a sombra de um passo,
e neste imaginar limpo, e faço,
que nele, meus sonhos reponho.

Enquanto sigo, sinto,
cada um dando sentido,
feito cachorro lambido,

que no meu canto vejo vindo,
tempo de, de novo ser
o que renovado vier.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Risadas


Vi Vitória                   
  por o                 
    cubo de gelo  
na boca                   
         e                       
       beber água         
  pra gelar          
    ela            
      na güela!   


Vi Luana             
        pegar                 
              o resto         
                do              
                 gelo          
enquanto pensava
     e pegava             
           no cabelo!            


Roupas molhadas,               
                   crianças                   
           perfeitamente                                  
             en-criançadas!         

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Laços


Sempre há laços,
Em tudo que se faz
e pensa, e "corre atrás",
e em cada ser e passo.

Nunca se deixa de ter
sobras, sonhos, signos,
ninhos, planos, espinhos,
caminhos a se verter,

e nunca passa o tempo,
de gostar de tomar chuva
de mascar Bocaiúvas,

de gostar de sentir vento,
de cantar velhas canções,
que nos aqueçam os corações.

domingo, 10 de abril de 2016

Atinar



Nada havia, e o mar
misturava água de estrelas
com o pó de outras mesmas
no barro elementar,

e entre correntes, calores,
o barro aqui e ali ganhando,
ácidos e bases se dando,
sais de todos cheiros e cores...

Até nascendo um perceber,
um atinar no meio
da terra, como um seio,

que se fez dar de beber,
e de comer, e se mexer,
antes disto tudo acontecer...
 

sábado, 9 de abril de 2016

Cantoria ao mar


Onde afinal, cantar?
Em mim, eu digo,
onde é que consigo
esta cantoria fazer ao mar?

Pois se além do etéreo,
tenho tudo pra carregar?
Se levo quem é pra levar,
como rir, se vou sério?

Minhas velas em chicote,
batendo casco e mastro,
num barco sem rastro,

de (ainda) não ver o rumo forte,
apresentado no que seguir,
em toda cantoria, no porvir.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Em tudo


Eu ainda me pergunto:
Onde é que estará,
e quem por fim passará
de assuntador, à assunto?

Eu sempre me ponho a olhar
e em cada, tudo, re-fundo,
a pergunta que segue junto:
como é eu ser, e este perguntar?

Sei, que sonho tempos de mel
nas papilas e nos olhos,
cores, perfumes, óleos,

antecipando uma imagem do céu,
esperando que este esteja,
no particular habite, em tudo seja.