Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Do que é pequeno
A soberba mostra,
aquilo que, se a gente sabia,
certo, certo que escondia,
(nossa pretensão de bosta...)
Que nos faz cair e cria,
e nos levanta o nariz,
como quem não sabe o que diz,
e chega a parecer alegria...
Quem imagina-se tudo,
nem sabe o quanto o nada,
é muito mais que cada,
ou, o tamanho real do mundo,
ou a angústia das madrugadas,
quando o pequeno é que é fecundo...
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
De novo
Todo dia,
um espaço em branco
se apresenta, pro meu espanto,
pra uma nova Poesia...
Todo dia, todo dia...
Faça chuva, esteja quente,
caso seque, ou vente,
qualquer caso ela irradia,
seu desejo de ver gente.
De ser vista, dita,
augusta, madalena, escrita,
elétrons mais ou menos fosforescentes...
Da bela moça já se disse: "catita"!
O novo se esbanja eternamente...
terça-feira, 4 de outubro de 2016
De nossa fé na humanidade
Entre flores, senti
o cheiro da morte,
que de Sul a Norte,
vem e vai daqui...
E em tal morte vi,
que a vida tem cores,
perfumes e sabores,
do tudo que vivi,
e vivemos, nós, senhores,
senhoras deste chão,
em que nos dizemos irmãos,
irmãs mesmo nas dores:
O caminho tem mediocridades,
que caminharemos pra superar,
pela nossa fé na humanidade...
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Do festim dos demônios!
O que fazer,
quando o vão,
entre o pé no chão,
e o que transcender,
e desprender o véu,
e enxergar o céu,
e ter fé que o pão,
e ajudar a crescer,
e lutar até morrer,
e esperar que Deus,
e tudo, e nada, então?
O que diferencia,
quem luta pela vida,
e a destrói, suicída,
com ganância e hipocrisia?
Pela estrada festejam ladrões!
Seu chefe
colocou um pau mandado
à Presidência de meu país!
Seus chefetes,
se rejubilam do festim
que farão à sombra
da fome das crianças!
Sua polícia repressora,
mata jovens pretos,
estupra jovens negras,
e se enriquece das drogas das bocas...
E a classe média, "inteligente",
torce o nariz, diligente,
e vai cuidar de "plantinhas"
"bichinhos"
e "de ser feliz"...
domingo, 2 de outubro de 2016
Delírio d'Alma
Caros amigos, declaro,
em postfólio presente,
que sempre ausente,
nunca serei só claro,
mas escuro e vivo,
em cada signo imponente,
em cada chão, cavalgante,
general de amor cativo...
Sensorial de alma latente,
cabedal de pensar ativo
e cantar quase pedinte,
como o sereno dentro da gente,
como a candura de um sorriso,
como o delírio da alma vivente!!
sábado, 1 de outubro de 2016
Nossa realeza
Quando tudo
o que se passar, se fez,
alegre como a pequenez,
gigante como é o miúdo...
Quando o mundo
parar de maltratar,
as mães de todo lugar,
e priorizar o Amor fecundo,
então, um Sabiá
que cante pela chuva
entre Laranjeiras e Embaúvas,
será portador de um cantar,
que nos lembre a certeza
da Fartura ser nossa realeza.
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