sábado, 7 de abril de 2018

da História...



Um tempo em nossa vida
foi feito uma cascata:
Tudo era muito, novo, nada...
E cada luz queimada, era lida...

E as coisas se sucederam,
e os dias amanheceram
enquanto constuíamos o hoje,
além de tudo que fosse...

Chegamos mesmo a fazer
modos distintos de ver e ajustar,
de modo que parecia até partilhar

a existência de todo e cada ser:
Nos resta refazer e acertar,
pra validar e dar sentido ao viver!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Construção


O que nos agride, fortalece?
O que nos indigna, situa?
Quem age, apenas atua,
ou faz do pensamento o que floresce?


Quem sabe, se vê e sobe/desce
e viaja pelo nada e cria,
mas não deixa de ver a ignomínia,
deste tempo, que de abusos, padece...


Disto tudo sairemos convencidos,
da velha verdade dos anciãos,
que quem trabalha sem as mãos,


não quer outra coisa, outros idos
e não consegue entender o peão,
de quem este país se fez construção...

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Do cotidiano aprofundamento do GOLPE

 
O fim dos direitos civis
no meu país, marca um tempo,
de se lutar contra o desalento,
pra fazer erguer um outro porvir...

A arbitrariedade contra as gentes,
e seus representantes escolhidos,
se perde dos mais mínimos sentidos,
e é fundada numa brutalidade demente,

que não percebe o engodo,
das corporações internacionais,
que anseiam mais e mais

as riquezas de nosso povo,
e matam e mentem além do que é capaz,
de pensar nosso imaginar novo...

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Triste página do "Dário do GOLPE"!



No dia de hoje vivi
um dos dias mais tristes,
infames e infelizes,
que pensei que pudessem existir...

Vi consolidar-se um GOLPE,
que não se dá, apenas, contra
um Partido, como que pagar a conta,
mas contra um povo, roubado em sua sorte...

De quem se rouba o financiamento
da Cultura, da Beleza e da lisura,
do esporte, que mais e mais dura,


na Saúde, na Educação, fora e por entro,
pra nos mostrar, na História madura,
que tudo é hoje como seguia sendo...

terça-feira, 3 de abril de 2018

Breve


As vezes custa seguir,
tanto pelo que desprego,
quanto pelo desespero,
que nem voar, nem cair...

As vezes insisto em falar,
mesmo quando o verbo cale,
mesmo que a dor se exale,
a esmo andando no ar...

Uma pouca essência, me conta
da tristeza que venta solta,
da vileza que bate e volta,

da instância que me desmonta,
e constrói uma certeza leve,
da alegria de tudo ser tão breve..

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Canseira


Ah! Sei lá! Canseira, sabe?
Uma sensação estranha
feito estradas, vidas e sanhas
me ensinando o que cabe...

Dentro deste peito azul
de Borboletas e vertigens,
andamos desde nossa origem
neste mundo de norte a sul.

Um mundo de alegrias verte
as poeiras e tristezas
as idades que, sobre a mesa

mostram dias de verde,
de azuis, de lilases e sombras,
onde, quem sabe, me farei das sobras...

domingo, 1 de abril de 2018

Afinal


Num ativismo recheado
de contradições em si,
voei voos por aqui,
dentro deste peito inchado,

feito um menino desavisado,
ou uma bola que furou-se,
em mim, tudo deitou-se,
e se fez alegre e inusitado...

Eu mesmo nem me lembrava,
da tristeza, que em nós
se deu, acompanhados ou a sós,

quando sem saber, se nadava,
nas águas do perigo mortal,
pra gente se encontrar, afinal...