segunda-feira, 7 de maio de 2018

Átimos



E num átimo, tudo atou-se,
e desatou-se onde tinha
que acontecer, pelo que vinha,
pra começar o que será doce...

E um Urubu voando me ensina,
a liberdade de compreender,
que o que se fez, e o por se fazer,
sobe, nas correntes de nossa sina...

E canta, no que dos pais
nossos, já se cantava forte,
mesmo superior à dor e à morte,

mesmo maior que a saudade do cais...
E se expressa nos desejos de sorte,
na vontade, às vezes, de parar nunca mais...

domingo, 6 de maio de 2018

Onde é que vai dar?


Entender mesmo, só entendi
o que se passava, na verdade,
quando se fez a oportunidade,
e eu falhei, falhei, e percebi...


A vida era um favo de ocasiões,
em que as vezes sou mocinho,
as vezes, luto junto ou sozinho,
e muitas outras estou entre os vilões...

Então, sigo só o que resta!
Um amor, que inventado, bom,
um fato baseado na fome de bombom,


um assopro na flauta da festa,
uma eternidade pra pensar:
"onde é que esta merda vai dar?" 

sábado, 5 de maio de 2018

Aventura Passarinha



Estranha esta forma
de ventar de mim
as coisas mais carmim,
pelo que mais me deforma...

Como postar um Poem(inh)a
poetante aventurado assim,
cantador de verbos em Latim,
e versos de sua la(vra)zinha...

Eu e minha aventura Passarinha!
De cantar velhas dúvidas,
espantar certezas burras,

e buscar a Ciência das Andorinhas...
Como se o ar alimentasse,
eu e minha fé, e tudo se encontrasse...

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Verdades santas


O vento sopra e gira,
a força que nasce
da terra, do enlace,
da morte e do que respira...

Eu vendo, como pintasse,
meus dias em serenitudes,
gostaria das infinitudes,
onde, quem sabe?, cantasse...

Pela eternidade que me ature,
que me conceda a graça,
de ser eterna palhaça,

eterno cantador, que se costure,
em tecidos de cores tantas,
histórias curtas, verdades santas...

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Gentis


Um certo "tudo bem" me acompanha
desde os primórdios de mim,
quando eram verdes os capins,
e pescava, com quem se dispunha...

Um alento e um "amém", de perde e ganha),
e de tempo em tempo volta,
como se a mola do mundo se fizesse solta,
e quem perde, inerte, sempre apanha...

Então vou ficando só por aqui,
que o caldo é grosso, e mexer dói,
e a mortalha coça, e o umbigo mói,

seu corpo em comida dos mais gentis
dos carnívoros, que comem a morte,
e pra este ciclo, são sinal de sorte...

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Do Passado a nos modelar....

 

Um passado antepassou os "de meu",
e o que foi, faz este agora,
de filas do pão, e suas demoras,
da pequena imensidão, expressa em Deus...

E sé me resta seguir, nesta hora,
os passos pisados justos,
todas as receitas, e os custos,
das dores, e do que flora...


Do eterno, embalado no berço,
do Infinito, chorando de medo,
ou a beleza (sem fiim) da Aurora,

a tristeza e o murmúrio de um terço,
que se reza, e se compõe de segredos,
e que nos leva embora....


terça-feira, 1 de maio de 2018

Deste nosso maio


Os que trabalham constroem,
cada pedra, casa colocada,
chão, rincão, clarão, estrada,
e em todos os nós doem, doem...

Os que planejam, e executam,
as obras, praças, ruas, avenidas,
cinemas, estradas, beiradas coloridas,
adoradas pelos ricos que as usam...

Neste dia, trabalhadores se mataram,
pra atacar e defender o mal
que aqui chamamos "Cape(tal)",

e estes trabalhadores, esta data marcaram,
da fome da igualdade se saciaram,
e este primeiro de maio também construíram!