Os muitos, muitos que sou
O que de mim seria,
se os pudesse ser,
todos, em um só dia?
Os tantos que habitam meu caminho,
cada um com seu passo,
como seria caminhar,
compondo tantos compassos?
Eu sou a miríade da existência,
Muitas vidas me preenchem,
esta pele, ossos, carne
de tantas vidas que em mim se mexem...
E sigo, eu, único de tantos!
Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Produzir um poema rapidamente
As demandas do cotidiano exigem respostas rápidas
Pra assuntos que no passado pediriam tempo e paciência
Porque o nosso tempo antes de tudo diz que sejam válidas
E atendam as demandas e respondam às diligências
O nosso produzir, o que pode gerar certa angústia
Mas que se impõe pra além do que podemos questionar
E isto antes de tudo pode fazer com que as minúcias
Sejam descartadas dando lugar a um saudável improvisar
Do que nos é para o que produzimos, obrigação
E se dá numa velocidade que por vezes assusta a gente
Mas que é a nossa moderna forma de devoção
E se traduz na liberdade que pedimos insistentemente
E que depois de tanta luta por fim chegou em nossas mãos
Mas que entre outras coisas, pede produzir um poema rapidamente
Pra assuntos que no passado pediriam tempo e paciência
Porque o nosso tempo antes de tudo diz que sejam válidas
E atendam as demandas e respondam às diligências
O nosso produzir, o que pode gerar certa angústia
Mas que se impõe pra além do que podemos questionar
E isto antes de tudo pode fazer com que as minúcias
Sejam descartadas dando lugar a um saudável improvisar
Do que nos é para o que produzimos, obrigação
E se dá numa velocidade que por vezes assusta a gente
Mas que é a nossa moderna forma de devoção
E se traduz na liberdade que pedimos insistentemente
E que depois de tanta luta por fim chegou em nossas mãos
Mas que entre outras coisas, pede produzir um poema rapidamente
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Pais e mães em compadrio
Viemos pra esta terra pra nos encontrar e entender
Cada um a si mesmo, e entre nós, que somos irmãos
Pois que o valor maior que seres humanos podemos ter
É estarmos juntos pra subir a ladeira, nos darmos as mãos.
E nesta missão nos encontramos com tantos iguais
Seres que como nós se pedem força e coragem com carinho
E pedem ao Superior, que nos criou, e fez mortais
E imortais, sendo a morte parceira importante em nosso caminho.
E seguimos confiantes na certeza de que há chegada
Que se chegar, tempo de descanso e re-alinho
Tempo de re-feitura da candura que deve ser a estrada
Pois que é passado o tempo em que o nosso fio
Era a tristeza, com a Luz apenas promessa da jornada,
Pois que seremos agora, felizes, pais e mães em compadrio!
Cada um a si mesmo, e entre nós, que somos irmãos
Pois que o valor maior que seres humanos podemos ter
É estarmos juntos pra subir a ladeira, nos darmos as mãos.
E nesta missão nos encontramos com tantos iguais
Seres que como nós se pedem força e coragem com carinho
E pedem ao Superior, que nos criou, e fez mortais
E imortais, sendo a morte parceira importante em nosso caminho.
E seguimos confiantes na certeza de que há chegada
Que se chegar, tempo de descanso e re-alinho
Tempo de re-feitura da candura que deve ser a estrada
Pois que é passado o tempo em que o nosso fio
Era a tristeza, com a Luz apenas promessa da jornada,
Pois que seremos agora, felizes, pais e mães em compadrio!
domingo, 27 de novembro de 2011
Daquilo que me faz seguir
Eu hoje acordei virado de frente pra vida
E sonhei antes e depois de acordar com o vento
E o alento de sonhar ventou-me a dor sentida
Pelo caminho em que me esforço pra deixar o tormento
E sigo esta trilha, pelo que pretendo
E vou antes de tudo pela fim da perdição
Buscando em todo lado encontrar o momento
E encontrar a saída pra minha absolvição
E eu sou antes de tudo o próprio sentir
Culpa, que as desculpas não conseguem amenizar
Tristeza que alegria não conseguiu ainda ferir
Dor que o calor do céu não pode afetar
E me encontrar com aquilo que me faz seguir!
E sonhei antes e depois de acordar com o vento
E o alento de sonhar ventou-me a dor sentida
Pelo caminho em que me esforço pra deixar o tormento
E sigo esta trilha, pelo que pretendo
E vou antes de tudo pela fim da perdição
Buscando em todo lado encontrar o momento
E encontrar a saída pra minha absolvição
E eu sou antes de tudo o próprio sentir
Culpa, que as desculpas não conseguem amenizar
Tristeza que alegria não conseguiu ainda ferir
Dor que o calor do céu não pode afetar
E me encontrar com aquilo que me faz seguir!
sábado, 26 de novembro de 2011
Sonhar e projetar a vida
Todos queremos a fartura, antes de tudo!
Queremos a leveza da alegria que alimenta
E a beleza da generosidade que nos deu o mundo
Pela certeza de que é o Amor que nos sustenta.
Nós neste mundo somos carentes de gentileza
Carentes da festa que se traduz em alegria
Somos os pais e mães da candura que se opõe à dureza
Embora a dureza esteja ainda conosco todos os dias
E assim seguimos caminhando buscando a Luz
Na direção inaudita que nos propõe a Lida
Evitando cair na facilidade obscura que nos seduz
Pra que a vitória não seja nunca pra nós perdida
E a glória seja em nosso caminho o que reluz
E saibamos sempre mais sonhar e projetar a vida.
Queremos a leveza da alegria que alimenta
E a beleza da generosidade que nos deu o mundo
Pela certeza de que é o Amor que nos sustenta.
Nós neste mundo somos carentes de gentileza
Carentes da festa que se traduz em alegria
Somos os pais e mães da candura que se opõe à dureza
Embora a dureza esteja ainda conosco todos os dias
E assim seguimos caminhando buscando a Luz
Na direção inaudita que nos propõe a Lida
Evitando cair na facilidade obscura que nos seduz
Pra que a vitória não seja nunca pra nós perdida
E a glória seja em nosso caminho o que reluz
E saibamos sempre mais sonhar e projetar a vida.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Luto!
Eu luto comigo, todos os dias, o dia todo
Em luto segue a família enquanto eu luto
Labuto a dor desmedida de quem me seguia
Reluto em ser quem eu sou, nada absoluto
Que a dor é a forma mais alta desta rebeldia
Resoluto eu me volto pra dentro de onde surgia
E surge a saudade que insurge-se contra tudo
E eu entro calado e saio sem falar nada, mudo!
O que me consola é que ainda sigo insistindo
Em meu peito explodindo o medo e a solidão
Mas eu persigo com sofreguidão o bem que vi surgindo
Na manhã clara do dia nascendo, o Sol brandindo
Suas espadas de fogo, calor, amor, claridão
Suas mãos de carinho, me mostrando a amplidão...
Tudo isso vi, e numa rajada do vento que subindo
As montanhas da vida semeia a vida de tudo
E eu, falando o que sei e vi, nunca mais calado, mudo!
Eu luto!
Em luto segue a família enquanto eu luto
Labuto a dor desmedida de quem me seguia
Reluto em ser quem eu sou, nada absoluto
Que a dor é a forma mais alta desta rebeldia
Resoluto eu me volto pra dentro de onde surgia
E surge a saudade que insurge-se contra tudo
E eu entro calado e saio sem falar nada, mudo!
O que me consola é que ainda sigo insistindo
Em meu peito explodindo o medo e a solidão
Mas eu persigo com sofreguidão o bem que vi surgindo
Na manhã clara do dia nascendo, o Sol brandindo
Suas espadas de fogo, calor, amor, claridão
Suas mãos de carinho, me mostrando a amplidão...
Tudo isso vi, e numa rajada do vento que subindo
As montanhas da vida semeia a vida de tudo
E eu, falando o que sei e vi, nunca mais calado, mudo!
Eu luto!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
A esperança de que passe
Ah, este passar que não passa...
As vezes rezo interminavelmente pra que passe!
As vezes, sonho com o momento em que tenha passado!
Mas a esperança, que normalmente em mim não passa,
me diz que há de passar.
Há de passar.
Há de...
As vezes rezo interminavelmente pra que passe!
As vezes, sonho com o momento em que tenha passado!
Mas a esperança, que normalmente em mim não passa,
me diz que há de passar.
Há de passar.
Há de...
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