Remo meus rumos, meu barco largo,
Meu remo parco,
Minha sina de cachoeiras e corredeiras,
(Qual é a força que faz a água subir, pra depois descer ladeiras?)
Bato as asas como um morcego surdo.
Sigo cantando mudo,
Vasto como um Beija-Flor miúdo,
(Seria voar como nadar neste oceano de ar de tamanho absurdo?)
Passarim que nada, e voa, me fiz
Como um gentil vilarejo cheiroso,
Seus cheiros de flores, lenha no fogão de gostos,
Nunca quero negar o carinho que quis,
Sei, que me encontro nos encantos do vento,
E sinto que minha casa é fonte de vida se vertendo.

