
Romper as rampas, enfrentar escarpas,
aceitar as perdas que o dia a dia impõe,
comer o sabor do caviar nos reles feijões,
pra fazer de cada vida um navio que zarpa...
O eterno se precipita no invariável precipício,
porque pra ir além é muito necessário voar,
e permitir que os pesos saudosos possam ficar,
pra ter a leveza que pede o momento propício.
Assim, da vida inteira carrego comigo a lição,
de que tudo está sempre por ser ainda sabido,
e experimentado, e lavado, temperado e lambido,
como nos alertou Brecht, de que o saber só é são,
se aquele que sabe, por si o fez conhecido,
e o que há, só há se não vier por (pura) aceitação...
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