Pelas estradas mais cheias de lama
toquei este corpo/carroça pesado,
entre espinhos e dores por todo lado
e alegrias e belezas, momentos de fama...
Tudo construiu e constrói o que sou!
Cada acorde da minha Viola vibra
com a leveza e o peso destas fibras
que amarram meu barco que se lançou...
E do convés, refaço e repenso contas,
como fosse a lâmpada amarrada á frente,
iluminando águas, trilhas, ventos e gentes,
porque o que trago leva adiante as pontas,
e toda marcha é sempre novamente:
Pois a mim, o caminhar não amedronta!

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