quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Nomadia

 Pelas estradas mais cheias de lama

toquei este corpo/carroça pesado,

entre espinhos e dores por todo lado

e alegrias e belezas, momentos de fama...

 

Tudo construiu e constrói o que sou!

Cada acorde da minha Viola vibra

com a leveza e o peso destas fibras 

que amarram meu barco que se lançou...

 

E do convés, refaço e repenso contas,

 como fosse a lâmpada amarrada á frente,

 iluminando águas, trilhas, ventos e gentes,

 

porque o que trago leva adiante as pontas,

 e toda marcha é sempre novamente:

Pois a mim, o caminhar não amedronta!

Nenhum comentário:

Postar um comentário