domingo, 20 de setembro de 2026

Da labuta, e seus prêmios

 A labuta de sempre, em nós, nos cria

porque nos permite gestar o inaudito,

fecundar por dentro tantos infinitos,

que no eterno se farão luzeiros guias!

 

 O trabalho de compor o que não se viu,

gera alegrias onde prosperariam tristezas,

e no céu mais cinzento, cores de belezas,

e acordes e melodias como nunca se ouviu...

 

Mas, como qualquer trabalho, fica uma parte

de quem o pari, numa labuta longa e forte,

que estabelece a vida, mas bordeja a morte...

 

 Pois não haverão delícias sem fogo que arde,

não existirá saciedade sem a força da chuva,

que enxurra a vida, mas nos dá o vinho das uvas... 

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