domingo, 27 de setembro de 2026

De nossa irmandade com as Cigarras

 As Cigarras entoam seu canto/arremate,

que encerra seu ciclo de terra e árvore...

Assim, nos nossos caminhos há quem crave,

um canto testemunha desse nosso combate...

 

Eu sinto o tempo seguido como um vazio,

que quero encher de notas e compassos,

pra validar com música o amplo espaço,

e criar por dentro um universo menos frio...

 

As Cigarras são companheiras deste ofício,

e no vento tem soltado suas longas sinfonias,

cheias de linhas melódicas, esperas e harmonias,

 

parindo sons como um pedreiro, a um edifício...

Quero que seja esta, também minha entrega!

E que nossa música seja a cola que nos agrega... 

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