As Cigarras entoam seu canto/arremate,
que encerra seu ciclo de terra e árvore...
Assim, nos nossos caminhos há quem crave,
um canto testemunha desse nosso combate...
Eu sinto o tempo seguido como um vazio,
que quero encher de notas e compassos,
pra validar com música o amplo espaço,
e criar por dentro um universo menos frio...
As Cigarras são companheiras deste ofício,
e no vento tem soltado suas longas sinfonias,
cheias de linhas melódicas, esperas e harmonias,
parindo sons como um pedreiro, a um edifício...
Quero que seja esta, também minha entrega!
E que nossa música seja a cola que nos agrega...

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