O que se vai, e o que fica desta jornada,
deste transitar (consciente?) no Universo,
em que, cada um, segue solto submerso,
olhando pra dentro, janelas fechadas?
Acreditamos fortemente que o tempo,
de um lado, de nenhuma forma perdoa,
e de outro, que nunca vazará nossa canoa...
Mas o que, de nós, sobrará, passado o vento?
Existe um dizer, de que a pessoa sobrevive
no criado, pelos seus feitos, ditos ou cantados,
e que remanesce cada vez que um destes é citado...
Mas a verdade é que a obra transborda, livre,
e é um composto de tudo que se é, misturado,
e o criador será sempre maior que seu legado...

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