Um dia se passa como se passasse o vento:
folhas fugindo, se espalhando na varanda,
besouros procurando a terra mais branda,
e a gente andando, procurando o intento...
E as vezes nestas caminhadas, as coisas escapam,
e o que parecia consolidado se esquece, no canto...
E são tantos cantos, que na curva surge o espanto
de já ter se dado o tempo em que as coisas cessam!
Mas a gente se levanta e se segue na lida!
Que parar nunca foi mesmo uma possibilidade.
Que interromper só interrompe a verdade,
que se se esconde nesta correria de nossas vidas:
Que nos justificamos naquilo que produzimos,
e só pelo constante fazer é que nós resistimos!

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