No meio da linha melódica, um susto,
uma inesperada volta, uma inflexão,
sem parecer haver nenhuma conexão,
com o caminho, que parecia até ali, justo...
Foi o suficiente pra aquela canção, de dança,
se tornar um réquiem, um som de choro...
E quem a ouviu quis entrar em desespero,
mas a música/vida as vezes meio que balança...
Então, a única coisa possível é apreciar o empeno,
e entender que nada está pronto, tudo muda,
e o que parece normal, será uma ideia absurda,
ou já terá sido, entre tons mais, ou menos amenos...
E aprender a tocar nos campos harmônicos gerados,
pra que se possa dizer o que, pro canto, foi pensado...

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