O momento grita, porque é ponto na reta!
Quem estava apavorado, quando o rio passou,
viu que a margem surgiu e os seus pés, firmou,
e o horizonte perdido apareceu e virou meta!
E o que parecia corrido, assustado, se acalmou,
e trouxe de volta a compreensão da transição
que a vida tem em essência, forma e extensão,
e está no agora, e em cada coisa que se firmou!
E o tal ponto gritante, seguido de outro, e outro,
ganham força nos muitos medos que nos habitam.
Se empoderam das fragilidades que transitam
nas vidas difíceis, equilibrando-nos sobre os potros,
soltos, disparados e erráticos, instáveis e perdidos,
mas conscientes de que tudo tomará o próprio sentido!

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