Um azul atrás do muro, ponteado de brancos,
feito de alegrias e esperanças muito antigas,
coberto de capins que alimentam as formigas,
e enternecido pelos medos e desejos francos...
Assim é esta manhã de pintar dentro e fora
as direções que sonhamos nos dar ao destino:
Um convite ao voo leve e desbragado de menino,
e um compromisso exato e objetivo que aflora...
E neste balanço que a vida sussurra, e celebra,
cada passo que, ida e volta, a corda movimenta,
se expande na certeza, as vezes súbita e lenta,
as vezes forte e alternada, como costas de zebra!
Ganharemos força e desempenho, traço e rumo,
pra chegar, não à meta, mas à retidão do prumo!

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