segunda-feira, 16 de julho de 2018

Da mina...


O dia me pegou sem planos,
sem sonhos e vislumbres,
nos pântanos, nos cumbres,
nas levezas, nos grandes enganos...

Então, vou inventando gírias,
como a certeza leve
que a mim sempre leve,
entre Oloruns e Valquírias...

Vou voando como posso...
Sabe? Um dia em cada pousar...
Uma noite em cada "se esquentar",

pra dormir, e ser o poço,
de onde toda água há de minar,
o que, de ter, mina por todo lugar...

domingo, 15 de julho de 2018

Cozendo



A ponta aponta pro ar,
pro chão, pra dentro:
como pode gente sem  se alimentar,
a gente tendo tanto alimento?

A conta não parará de contar.:
Cada veia, cada prosa, todo alento,
virado no que há de ventar:
As boas novas d tempo,,,,

Eu vivo mesmo, sem esperar,
estar no vindouro, desperto e latente,
acho mais fácil, imaginar,


que o Eterno, sempre se lambendo,
pros descendentes, vai mostrar,
Esta roupa;alimento, que a gente vem cozendo....

sábado, 14 de julho de 2018

Cerradeando...


Verdes e alaranjados
se sobrepõe neste céu
de Julho, folhas, ventaréu,
no aberto de todo lado...


E do alto, o chão, forrado,
de folhas e flores,
misturando cores
e impossíveis formatos...



A secura e o frio,
compõe uma tela,
entre vermelha, e amarela,


entre bomba e pavio...


Tenho dó de quem, vê o Cerrado,
mas nunca o viu...

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Do vento


Andei vários dias
na procura do éter...
Sabe? Aquele agir
que exala da Poesia?

Caminhei a errantes paragens,
mergulhei nos rios,
nos mares bravios,
distante, perto, nas margens...

Não achei mais que bobagens.
Ainda assim, seguirei,
até que um dia, cairei....

Assim todos, nesta viagem.
Cada qual no seu tempo,
uns pelo fogo, outros, o vento...

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Seguimento


O dia amanheceu medos,
contou falhas de entender,
teceu malhas de fazer ser,
e se entregou ao seu enredo...


Cada jornada tem a trama,
que o tear de luz compôs
dos fios do Sol que se pôs,
e a cada manhã, nos tira da cama..

A terra mostra seus caminhos,
como as tantas estradas,
ou as trilhas magnetizadas,

usadas por Gansos e Andorinhas,
pelos ares deste mundo.
Sigo com coragem meu temor profundo.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Não sei


Eu bem que tentei
voar nos padrões do céu,
tirar leite, fazer mel,
e ventar onde chorei...

Sabe? Pra ser o que 
se espera, se veste,
feito as eternidades celestes,
ou a certeza dos "praquês"...

E em cada rua, viajarei
meus dias como assustado,
indo pra frente, ou de lado,

o movimento me darei...
Como fosse cão abandonado,
ou cantasse o que ainda não sei...
 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Fraternidade


Depois de, buscando no tempo
por dentro, ser ardente ar,
por fora, singular aflorar,
pensei de mim, ser sopro de  vento...

Do arroz e do feijão chinfrim,
cada dia se faz prato novo,
na imensa criatividade de nosso povo,
na eternidade da identidade afim,

manifesta no comer juntos no prato
a salada, o gole de cachaça,
a alegria da partilha da graça,

a certeza que se constrói de fatos,
se faz da dança, que nas praças,
é alimento, e toda fraternidade expressa...