terça-feira, 27 de junho de 2017

Pranto


Tem dia que dá
uma vontade de nada.
Sabe? Uma dor mal curada,
desinventando-se no ar...
 
Tem dia que eu
sinto ganas de distâncias,
solidão de ganâncias,
inexatidão de breu...


As vezes assusta
a cara de espanto
que sucede ao canto,

porque parece injusta!
Àquele que nos deu tanto,
só lhe damos este pranto??.... 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Nova história...


Como se eu fosse
uma água que vindo,
em vinho re-tinto,
e pra tudo jorrasse...

Se em mim, cantasse
a Paz das horas,
a fugaz demora,
faria que parasse?

Eu, menino e passarinho,
voo e volto longe
onde a Alegria esconde,

esconde o caminho,
pra que cada jornada,
seja nova história contada...

domingo, 25 de junho de 2017

Jornada


Cada dia, e suas horas,
se repetem eternamente,
feito brigas de gente,
feito amor que demora...

Cada brisa que sopra,
leva e faz continuada
a peleja da caminhada,
que é, aqui, a obra!

Feita de suor e ousadia,
construída de passos,
pra além do embaraço

pra lá da Luz do dia:

Uma casa levantada,
de cada passo da jornada...

sábado, 24 de junho de 2017

De si



Era uma possibilidade,
várias, mutantes diárias,
instantes e multifacetárias,
em todas esta verdade:


A vida segue e vai!
E o que se vence e linda,
e pela vida ginga,
é quem levanta, se cai...


E tudo se poderá ser,
se poderá sentir,
ouvir, cair, ferver,

e cada pedaço do existir,
em cada um verter,
e o céu de si, subir!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Todas as sinas


Quando em mim ventou
a criação, com seus cheiros,
eu me fiz por inteiro:
Um tempo que se inventou...


Quando alguém disse
que a vida passa
que a uva e toda a Graça
das frutas des-existisse,


algo em mim não acreditou!
Alguma coisa no peito
desdisse aquele des-jeito,


e um grandioso baile, inventou:
Com princesas todas as meninas,
e generosas todas as sinas... 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Pelo ar


Tenho visto mães
que alimentam o mundo.
E neste tempo, cães,
que o comem, imundos,

e rosnam, gritam, 
soltam-se pelo ar,
permitem-se maldar,
mas não se infinitam...

E se farão findar,
quando delas vier,
e o mundo mostrar,

e a Paz no coser,
de um alvorecer,
florescer pelo ar...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Nem lembramos mais...



A cidade é uma invasão
em tudo do genoma humano!
Faz este absurdo urbano,
e recobre todo o chão...


Em nossa urbe inventada,
gentes e bichos tratados,
como os pedaços tirados,
das carnes e partes cortadas...

Nossas casas envenenam
rios, matas, caminhos!
Nós cercamos de espinhos


velhas trilhas que orientam
migrações mais que ancestrais,
das quais não nos lembramos mais...