terça-feira, 22 de agosto de 2017

Amigos



Reunidos, os amigos
cantamos a Luz,
a que nos traz, conduz,
e nos refaz consigo...

Nestes encontros
são os "dar as mãos",
esperança de redenção,
encontrada uns nos outros...

E há quem beba,
e busque nas essências,
despertares e consciências,

e pelo querer, se perceba,
e aos seus iguais:
"Ninguém é menos, nem mais..."

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alimentar


Me concentrar, por um
momento de estar dentro,
olhando o que for intento,
atento, estoico e nenhum.

Me velejo em ventos lentos,
em fúrias de furacões azuis,
mares de me ver em meus nus,
águas de se conseguir alento...

E nas horas de Alegria, sinto,
que festa de ser assombra,
se o caminho é Sol, ou sombra,

se o verter vem do instinto,
ou se este é guerra ou Paz,
há de ser o que se alimente mais...

domingo, 20 de agosto de 2017

Passarinhos do mundo


Passarinhos de lugares
diferentes do mundo
cantam canções e contos,
nas suas línguas fugazes,

falada por cada um deles(zinhos)...
No entanto, são iguais.
Há Bem-te-vis e Pardais,
Sanhaços e Tisiuzinhos...

As cores variam, o canto
se mostra mais curto,
mais alto, farto, curvo,

suave, embolado ou longo...
Cada avezinha por perto,
é o infinito por fim desperto...

sábado, 19 de agosto de 2017

Do que me disse o Passarinho


"Há ainda tempo!",
me disse um Passarinho
que viajava num menininho,
e corria sendo lento,
no que voava pelos chãos,
perfumando cidade e sertão...

Pássaro/menino meio bento,
meio cá, meio Luz...
Dos que cantam céus azuis,
por fora e por dentro,
dizendo que cada coisa,
espaço/temporizada, repousa...

Me completou de Paz
o menino avoador,
e alando-se planador,
chilreou um "até mais"...
"É hora de encontrar sabores,
e cantar Loas de infinitas cores..."

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Despidas


Quem já viu
a cor do vento,
ou o lado de dentro
de um assobio?

Quem saiu,
do primeiro fermento:
Pão, ou faminto?
Quem comeu?

Busco as cores,
ainda não vistas,
as mais coloridas,

ou as inferiores,
superiores perdidas:
As de pudores, despidas... 
 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Porvir


Santo quem será?
Quem conheceu,
viu, viveu, bebeu,
ou sentiu chegar?

Ouço que caminhar,
por estas cidades,
campos e tempestades,
nos ensurdecerá?

Ouso pensar,
e isto tanto dói,
quanto constrói,

mas realizará.
E quando surgir,
santificará o porvir...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que se verá nascido



Uma velha novidade,
pra quem pensa na vida
como a própria corrida
de toda a humanidade:

Muita maior o vindouro,
que cada vida em si...
E todas compõem um jardim,
onde a União é o tesouro,

que aponta o rumo iluminado,
nesta estrada tão dura,
com destino à Fartura!

E apesar de nos terem machucado,
e termos sido mortos e esquecidos,
raia em nós, o que se verá nascido!

Em homenagem à Buenaventura Durruti