
Sobre o samba sem medida,
Que dizer, se a própria dor,
Se sentiu tocada pela cor,
Pelo coar da coagulada ferida,
Que sentia o agudo som do tamborim,
Quando tocava sentido, pra mim,
Aquele samba perdido e calmo,
Sambado nas entranhas da lama,
Da alma que suava lembrando da cama,
Onde a alegria não se media a palmo,
E toda tristeza não cabia enfim,
Numa animada cantoria de botequim...
Não, não era ali que cabia a tristeza,
Esta senhora, mãe do samba,
Mãe da mão que toca o Violão bamba,
Não se servia ali, sobre aquele mesa,
Ela observava de longe, perto do fim,
Da estrada que sigo, segue olhando pra mim...
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