
Concretamente,
Eu nem sei se faço Poesia,
Que dirá Poesia Concreta, entende?
Eu nem sei se o que escrevo,
É Cravo, Favo de Trevo, de Ruibravo,
De Absinto planta, de Cançançã bravo,
De madeixas de Dama-da-Noite de enlevos...
Ou é escambo de escombros,
De onde construo caminhos largos,
Por onde intuo que os destinos vagos,
Não Poetisarão mais nossos ombros,
Que sustentam a incerteza do que digo:
Não sei se o que faço tem sentido,
Se é poesia. Se fala além de meus umbigos...
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