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Trabalho fotográfico de Michael Brandt |
Eu caminho vendo cada desenho incrível,
Que os galhos de algumas árvores constroem,
Me encantam galhos nus de pau-ferro, que sobem,
Altos e esguios, duas cores, uma sombra indizível.
Por vezes me assombra um arbusto de flores roxas,
Por vezes uma sombra no caminho a chegar,
Uma folha vermelha que boia rio acima devagar,
Um encanto pequenino, água de rio nas minhas coxas,
Pois que o belo se inusita ao ponto da vertigem,
Pra quem cedo se habilita ao trato do inusitado,
Do que nunca foi cozido, que se dirá experimentado,
E o único modo de se cozinhar o galo vivo da orígem,
É pelo calor dele mesmo cantando pro Sol despertado,
Chamando o Rei Astro no horizonte, canto iluminado.
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