
No lombo do burro de mim,
Eu, montaria e montado,
Pela poeira ligeira, lado a lado,
Sigo em busca do por do sol carmim.
Aquele por do sol já tão pintado,
Já tão cantado em prosas, versos,
Canções e causos controversos,
O novo será eterna e novamente cantado.
E entre solavancos e pinotes que me dou,
Vou cantando minhas cantigas de vento,
De sopro, de escopos de nuances de alento,
A viagem continuará com este perfil que sou,
Sempre renovado, sempre re-inventado,
Como se o inédito só habitasse o renovado.
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