
E só o que vi, além do sentido,
Não faz nem fez nunca direção,
Por isso corro à toda pulsação,
Um candelabro, clareando pedidos,
Um simulacro de brios ofendidos,
Um Deus-amém de verdades claras,
Mostrando os dentes, joias raras,
Alvas mortícias triturando mordidos,
A vida, então, há de fazer por mim,
O que nem eu, nem nada posso pensar
Além de onde já me é permitido estar,
Além do Cauim, além do perfume do alecrim,
Eu, como um vento que passa sem deixar,
De estar e sair, vento lépido de perfumar
Nenhum comentário:
Postar um comentário