
E nada mais ventava, nada mais dizia,
E eu, apenas uma gota de alcava,
Uma pena sem cinza, parva,
Uma caneta que nem apontava nem escrevia.
E de tudo que em tudo me lamentava,
E de cada cadabra que se conjurava,
De cada palavra que se perdia
Em tudo, antes, era onde me aparentava.
E pobre andarilho cheio de trevas e sem travas,
Vi tanto do mundo,
E o que não vi, me lembrava,
E como me doía me saber tão imundo.
Mas, antes, e sempre, a jornada.
Antes e sempre o caminho, mesmo eu tanto nada.
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