
E nada, do que até então se anunciava,
Parecia que veria a Luz da aurora,
E eu seguia, buscando a flor por quem chora,
Passarim sonhando ser a música que cantava.
E tudo, que continua independente do caminhador,
Como a estrada que nos leva, ventos na vela,
Como o barco que aparece sem dor, na tela,
Mas de quem a pintura verdadeiramente mostra a cor,
De tudo que na vida se ganha, se perde,
Se acha, se serve, se sintoniza com o eterno,
E o permeia pela água que molha no inverno,
E nos entangue de frio, do cio que ferve,
E permite a criação, árvore na montanha, no caderno,
No muro, na praia ou neste meu peito terno.
Grande Chico Nogueira!
ResponderExcluirAguardamos sua visita em 2014, na Roda de Viola!
Agonia! Vento que leva, vai e vem. Inquietação é poesia!
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