
Eu nem cantava, eu nem seguia,
Eu nem parava na sombra da noite,
Nem me queixava da dor do açoite,
Ou continuava quando começava o dia.
E nestes meus trilhos de noite e tristeza,
Nestes meus espinhos, antes a me doer,
Nestes caminhos feitos com tanto sofrer,
Celebro antes e sempre, toda, toda a leveza
Que o chão pode nos dar, apesar do peso,
Apesar de espessos, meus caldos a me entornar,
Começar o começo, saltos que há que se dar,
E os passos que solto e vejo, alegre e teso,
Aos vastos vãos que as pontes farão atravessar,
Por chegar no imenso e inaudito Nosso Lar.
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