
A corrida pro que chegará mansamente,
Como mansa vem a morte nos estertores,
Ao cruzar pontes, arautos de belezas e sabores,
A corrida é pra chegar onde já calmamente...
Calmamente nos encontraremos conosco.
Nada mais estará entre o que somos e fazemos,
Entre o que pisamos e pensamos e comemos,
E nunca mais fazer ao amor ouvidos moucos.
Calma será então um estado natural, como respirar,
Como andar depois que se aprende, naturalmente,
Como não cair quando a bicicleta range as correntes,
E as ventanias serão como velhice no chão do pomar,
Onde pomos e fomes se unem pra alimentar gentes,
Onde a fartura será a tônica do futuro resplandecente.
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