
No ventre deste tempo, insólito,
Meteorito bólido nos ameaçando
As cabeças e os olhos coçando,
E os ouvidos incrédulos, atônitos,
Pois que o som do nada conspira,
Contra toda a sobrada sensatez,
E o lobo, que das Estepes, espera a vez,
De ventar sua fome, e alimentar a pira,
Que queimamos, queimaremos, queimei
O que de mais precioso me vem
O mais insólito, e que queima tão bem,
Que é o conjunto dos sonhos que juntei,
Caminhada, colhendo o de mal, o de bem,
Colho tudo que plantei nesta vida, amém!
Nenhum comentário:
Postar um comentário