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Desenho: Zacharias Wagener, s.d |
O vento soprava alegria, em meus
pés,
Como se só fizesse sentido
dançar.
Sem mais, sem pensar, sem perder,
sem parar,
Cantar dançando, dançar cantando
até,
Morrer o que dói, brotar do que
mói
A moenda aguda e dolorida desta
vida,
Onde as vísceras temos, e
deixamos na partida,
Onde alvíssaras venham aliviar do
feroz,
Que só mesmo pela alegria
veremos,
A Aurora do tempo, nos aquecendo,
Nos solicitando, e proximidade
tecendo,
Então, novo tempo no velho chão nós
faremos.
Temos feito! Em cada época vertendo
e suprindo,
De onde se não esperava, a beleza
parindo!
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