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Desenho de Rita Montes |
Então, travamos caminho neste campo.
Neste canto, do centro pra frente,
Do mastro pra quem o vento é o alento que sente,
Que toca as velas que são do caminho o manto.
Espero nunca me habituar ao vibrar do martírio!
Nunca calar o delírio que alimenta meu cantar,
Que não pode se dar, mas não consegue parar,
E se veste, e se liga ao cântico vindo dos Lírios,
Os brancos Lírios das estradas em suas beiras,
Em suas carreiras, suas bastanças e carências,
Em suas instâncias e insolvências, desdicências,
Desditas e acertos, com que cerramos fileiras,
Nós, os cantores dos luzeiros seguindo a procissão,
Cantando louvor aos ventos, portas de toda direção.
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