
O encanto chega no inesperado.
Chega no vento nas folhas, na água que canta
Num canto de bem-te-vi, que só porque cantado
Ou tocado, o mal daqui, espanta...
Ou no ar que deixa a água em pequenas bolhas
O encanto canta por todo canto.
Num ruído de cadeira, numa voz que fala,
Numa alegria rara, com medo, espanto,
horror ao vício, o início, a perdida bala
que se encontra e se faz doce, por brincadeira...
O encanto habita o que não se espera.
A alegria do primeiro passo do menino
O sorriso inteligente da menina-primavera
Das crianças e das flores que nos dão algum tino
O encanto vem do fogo, acendendo e apagando o tempo inteiro.
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