Que direito tenho eu de ser feliz?
Neste mundo de incertezas tantas,
guerras, mentiras, destruição das plantas,
dos bichos, das águas sempre por um triz??
Que direito tenho eu ao sonho,
à esperar e fazer novos caminhos,
quando já não sou, por dizer, novinho,
e já há tanto tempo pela terra me disponho?
A vida é única e múltipla, e ampla,
e dói de muitas formas as muitas dores,
e colore e sacia de infinitas cores e sabores...
Mas nunca se cobre com apenas uma tampa,
antes, se agacha e pula, e fura corredores,
em qualquer lugar, onde o "ser feliz" se acampa...

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