
Entre o que sou, quando amo,
E no que me transformo, quando não,
E solto as amarras encardidas do cão,
E o meu barco mal vai à todo pano,
E aquilo que me sinto quando bem,
E o que me vem, quando vou,
Salta sobre mim como o grou,
Em sua busca de voar além....
Do que era mal, fico então,
Como uma flor na secura do deserto,
Como a bica onde água cristalina é certo,
Porque a vida me ensina velha lição:
"Viver não se ensina, se aprende pelo calor,
Da lida, linda e aguerrida, pequenez e esplendor..."
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