
A noite gera contos, gera fogo e fogueira,
Gera o lar como o lugar onde nos abrigamos,
O lugar no qual nos esquentamos e encostamos,
Pra na noite, re-criar em contos a jornada inteira.
A noite nos deu o brilho das lantejoulas nas lanternas,
A leveza das melodias coloridas dos tambores,
O dia re-inventado nas lamparinas enfeitadas de tantas cores,
Das danças, homens e mulheres, saias e pernas...
A noite gera filhos e fetiches, fadas e forrós,
Inspira boatos, baratos, contatos, pintores abstratos,
Sopapos, ensopados, bombados e gentes sem tratos,
E a noite é o dia de uma multidão de entes sós,
Cada um de nós, todo ser vivente neste caminho,
Tem a noite pra lembrar que nunca e sempre se está sozinho.
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