
No olho colorido deste furacão,
Rompi íris, furei alguns tristes olhares,
Subi as rampas destes sofridos pesares,
Que fiz e sofro, entanguido de excitação...
No ventre colorido desta arrebentação,
Subi as ondas como um velho surfista,
Num mar com mais tubarões que água à vista,
Num ventar de ar e sombra, calorosa sensação,
Senti frio quando o ar me passou em revista,
Onde re-vi o que do olho do furacão veio,
Como o ouro que nada na terra em seus veios,
Como a beleza que nada nas opalas e ametistas,
Como o vento mineral do movimento saindo dos seios,
Cedendo ar e força, existindo pelos meios...
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