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Eu vinha movendo as pantorrilhas,
Vastando a vida, rodando, pensando,
Em mortes e vidas de novilhas,
E me atinei: E um pequeno enquanto?
Me pensei que o viver se ventura,
Nas asas de ventos solares e de ar,
Na eternidade de que nada vai ficar,
Na infimidade que a finitude nos configura.
Mas estamos além dela, e aquém, e pra cima ventando,
As vezes embaixo, as vezes ao lado,
Sempre juntos e juntas, canto re-cantado,
Que o pequeno, sempre será grande enquanto,
Que o eterno é bem menor que a menor agulha,
Que a cabeça do alfinete que fura a bolha que borbulha.
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