
Há uma beleza que só se vê,
No balanço bruxuleante da vela.
Uma certeza que sempre se revela,
Um mar do que vale a pena dizer,
E infinitos oceanos do que melhor calado,
Mas tanto, que nem que tivesse inventado,
Teria me deixado tão soberano
À beira do nada, incauto velejador sem panos,
Sem brilho, lastro, escalpo ou testamento,
Puro tormento onde o insepulto escárnio,
Deu seus últimos risos tesos e com peso vário,
Não mais me entregarei ao plúmico relaxamento,
Serei como todos, sem vaso, barco emprestado,
Este corpo-vaso que por Deus foi dado.
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